A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO GEOGRÁFICO, A PARTIR DA REFERENCIA CONCEITUAL DO LUGAR E O SEU DIALOGO COM A FENOMENOLOGIA EM MERLEAU-PONTY
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.23885Palavras-chave:
Lugar. Mundo vivido. Fenomenologia.Resumo
Esse artigo buscou analisar a produção do conhecimento geográfico a partir da referência conceitual do Lugar, estabelecendo um diálogo com a Fenomenologia, especialmente com as contribuições de Maurice Merleau‑Ponty, para compreender como a experiência vivida e a corporeidade influenciam a interpretação dos fenômenos socioespaciais. Metodologicamente, o estudo baseou‑se em revisão bibliográfica de autores clássicos e contemporâneos da Geografia Humanista e da Fenomenologia, complementada por observação participante realizada em um bairro popular do interior de Minas Gerais, onde foram identificadas práticas sociais, afetivas e culturais que reafirmam formas de resistência e pertencimento. Os resultados evidenciam que o Lugar ultrapassa a noção de localização física, constituindo‑se como espaço de experiências sensoriais, memórias compartilhadas, vínculos afetivos e intersubjetividades, marcadas também por relações de poder e desigualdades raciais. Conclui‑se que a Fenomenologia, ao integrar corpo, percepção e mundo vivido, oferece subsídios fundamentais para compreender a dimensão subjetiva da existência espacial, permitindo reconhecer os Lugares como sínteses de significados construídos no cotidiano e como elementos essenciais na produção do conhecimento geográfico contemporâneo.
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