ANÁLISE ESTATÍSTICA DO USO DE HEMODERIVADOS EM PACIENTES SUBMETIDOS À RESSECÇÃO TRANSURETRAL DE BEXIGA (RTUB) NO HOSPITAL FEDERAL DO ANDARAÍ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23751Palavras-chave:
Câncer de bexiga. Ressecção transuretral. Transfusão de sangue. Componentes sanguíneos. Gestão hospitalar. Análise de custos.Resumo
Neste trabalho foi realizado uma análise estatística sobre o uso de hemoderivados em pacientes submetidos à ressecção transuretral de bexiga (RTUb) no Hospital Federal do Andaraí, com o objetivo de avaliar a real necessidade de transfusão sanguínea e estimar o impacto econômico da obrigatoriedade de reserva de hemocomponentes para todos os procedimentos. Foram analisados 53 pacientes com dados laboratoriais válidos, considerando idade, sexo, hemoglobina pré-operatória e ocorrência de transfusão. A média de idade dos pacientes foi de 69,4 anos, com predominância do sexo masculino (61%). A taxa de transfusão observada foi de 6,9%, valor compatível com os índices relatados na literatura, que variam entre 5% e 10% para cirurgias endoscópicas de bexiga. O principal fator associado à necessidade transfusional foi a hemoglobina pré-operatória reduzida, evidenciando correlação entre anemia e risco de hemotransfusão. Com base nesses dados, estimou-se que a prática institucional de reserva obrigatória de duas unidades de concentrado de hemácias por cirurgia resulta em desperdício potencial de aproximadamente R$ 216.000,00 para cada 145 RTUb realizadas, considerando o custo médio de R$ 800,00 por unidade. Os resultados reforçam a importância da individualização da solicitação de hemoderivados, com base em critérios clínico-laboratoriais e princípios de Patient Blood Management, promovendo economia de recursos e manutenção da segurança transfusional.
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