FEBRE NEGRA DE LÁBREA: ABORDAGEM HISTORIOGRÁFICA DE MEMÓRIAS SOBRE A EPIDEMIA (1963-1974)

Autores

  • Samuel do Nascimento Rodrigues Centro Universitário Nelson Akiyoshi

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23697

Palavras-chave:

Febre negra de Lábrea. Epidemia. Santa cruz. Passiá. Jucuri.

Resumo

Este trabalho aborda a epidemia da doença conhecida como Febre Negra de Lábrea, que assolou comunidades locais entre 1963 e 1974, com ênfase nos seringais Santa Cruz do Passiá e Jucuri. Por meio de relatos orais, obtidos em entrevistas com moradores e pesquisadores, buscou-se compreender as experiências vividas, os significados atribuídos à doença e as estratégias de enfrentamento em um contexto marcado pela precariedade da assistência médica e pelas dificuldades de deslocamento. Os resultados evidenciam a elevada letalidade da doença, especialmente entre crianças e jovens, e revelam lacunas persistentes quanto à sua origem e aos mecanismos de transmissão. O estudo destaca ainda o protagonismo das comunidades locais, que recorreram a práticas próprias para garantir sua subsistência diante da adversidade. Apesar disso, aspectos relevantes, como as práticas de cura e os impactos em outras comunidades mencionadas, não foram amplamente explorados. Reafirma-se, assim, a importância de integrar narrativas locais à história da saúde pública, promovendo uma reflexão sobre as desigualdades estruturais que marcaram a experiência da epidemia. Conclui-se que o enigma da Febre Negra de Lábrea demanda investigações mais abrangentes, incluindo outras localidades afetadas.

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Biografia do Autor

Samuel do Nascimento Rodrigues, Centro Universitário Nelson Akiyoshi

Graduado em História pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Pós-graduado em História e Geografia pelo Centro Universitário Nelson Akiyoshi (CEUNINA). 

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Publicado

2026-01-08

Como Citar

Rodrigues, S. do N. (2026). FEBRE NEGRA DE LÁBREA: ABORDAGEM HISTORIOGRÁFICA DE MEMÓRIAS SOBRE A EPIDEMIA (1963-1974). Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(1), 1–12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23697