RESISTÊNCIA, SAÚDE MENTAL E TERRITÓRIO: OS RESULTANTES PSICOSSOCIAIS DO ETNODESENVOLVIMENTO EM COMUNIDADES AMAZÔNICAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23693Palavras-chave:
Saúde Mental. Etnodesenvolvimento. Povos indígenas. Resistência.Resumo
O presente trabalho visa investigar os principais efeitos do etnodesenvolvimento em comunidades indígenas, enfatizando a relação entre saúde mental, território e resistência. Esta pesquisa se justifica a partir do crescente interesse econômico em territórios indígenas para extração de recursos naturais. Tais empresas dispõem de grandes tecnologias com alto poder de devastação, ocasionando enormes modificações nos ecossistemas e impactando o bem-viver dos povos tradicionais. Utilizou-se do método de revisão bibliográfica crítica para construção deste artigo, abrangendo diversas áreas do saber como a psicologia, antropologia, educação e saúde comunitária. O papel do psicólogo é observar, denunciar e sensibilizar-se para as questões indígenas. E, de forma ética, não deve reproduzir discursos que incentivem práticas fundamentadas em uma visão normativa ocidental. Conclui-se que o etnodesenvolvimento, compreendido como o autogerenciamento e organização dos recursos próprios pelos povos indígenas, é imprescindível para a preservação da sua relação com o bem-viver.
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