RORSCHACH E A FABRICAÇÃO DA SUBJETIVIDADE MODERNA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23598Palavras-chave:
Teste de Rorschach. Subjetividade Moderna. Dispositivo Psicológico.Resumo
Este artigo buscou analisar o Teste de Rorschach não como instrumento psicométrico, mas como um artefato histórico-cultural ativo na construção da subjetividade moderna. Mediante uma revisão bibliográfica qualitativa e análise crítico-interpretativa, fundamentada em autores como Foucault e Hacking, o estudo examina o contexto intelectual (psiquiatria, psicanálise, modernismo) que tornou possível e desejável a crença em que manchas de tinta poderiam revelar o íntimo. Os resultados evidenciam que o teste opera em um paradoxo fundamental entre hermenêutica e positivismo, e que sua persistência deve-se menos à validade empírica e mais à sua potência como dispositivo narrativo e “tecnologia do eu”. Conclui-se que o Rorschach não refletiu, mas fabricou um sujeito psicológico dotado de profundidade interpretável, oferecendo uma lente crítica para questionar os fundamentos das práticas psicológicas contemporâneas.
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