COMPREENDENDO O DELIRIUM PÓS-OPERATÓRIO E FATORES DE RISCO EM PACIENTES IDOSOS: UMA REVISÃO NARRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.23542Palavras-chave:
Idoso. Geriatria. Período Pós-Operatório. Delirium.Resumo
Esse artigo buscou relacionar o delirium, distúrbio caracterizado por alterações que afetam a consciência, cognição e atenção, e sua elevada incidência em pacientes geriátricos, com enfoque no delirium pós-operatório (DPO). Assim, o objetivo deste estudo foi analisar criticamente a literatura científica recente para fornecer fatores contribuintes pré, intra e pós-operatórios para o desenvolvimento do DPO. A metodologia utilizada abrange um estudo de revisão narrativa da literatura existente entre 2019-2024, nas bases de dados BVS e PubMed, abordando efeitos peri e pós-operatórios na incidência de delirium em idosos. Após aplicação dos critérios de exclusão, 5 dos 21 estudos foram analisados. Com relação aos resultados, tornou-se evidente que existem fatores pré-operatórios contribuintes para o DPO, como: fragilidade, idade avançada, declínio cognitivo e funcional prévio, comorbidades simultâneas, polifarmácia, controle inadequado da dor, anemia, insuficiência renal, baixos níveis de albumina sérica, alteração eletrolítica, infecção e uso de opioides, fentanil e haloperidol. Além disso, outros fatores predisponentes são: sexo masculino, tabagismo, HAS, DM, DPOC, IAM, necessidade de circulação extracorpórea e maior tempo de internação. Como fatores protetores, têm-se o despertar diário e o uso de DEX associado ao sufentanil. Por fim, o tempo de internação foi mais longo em pacientes com delirium e o medicamento DEX diminui a sua incidência. Conclui-se, portanto, a complexidade envolvida no manejo do DPO, sendo necessário atenção especial aos idosos por apresentarem outras comorbidades. A identificação de apenas dois fatores protetivos mostra a necessidade de mais estudos focados na prevenção do delirium. Houve contradição na prevalência dos tipos de delirium, o que evidencia a importância de avaliações individualizadas. Assim, a ausência de uma literatura ampla com idosos reflete a importância de novos estudos com a população geriátrica.
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