ANÁLISE ANTROPOMÉTRICA DO XIX CURSO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS DA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i1.23521Palavras-chave:
Antropometria. Dobras cutâneas. Composição corporal. Treinamento operacional. Polícia militar.Resumo
O XIX Curso de Operações Especiais da Polícia Militar do Paraná totalizou 101 dias e foi estruturado em cinco fases com demandas físicas e psicofisiológicas distintas, o que permite observar como variações de rotina, carga de treinamento, sono e alimentação podem se refletir na composição corporal ao longo do processo. O objetivo deste estudo foi descrever a variação média do percentual de gordura corporal durante as fases do curso, considerando um acompanhamento antropométrico seriado. As avaliações foram realizadas pela antropometria utilizando o protocolo de Guedes com três dobras cutâneas (tricipital, abdominal e suprailíaca), coletadas no lado direito, no período da manhã, com duas medidas por ponto, e os cálculos foram processados em planilha do Microsoft Excel. As fases do curso compreenderam Semana ADM (7 dias), Fase Rústica (12 dias), Fase Técnica (65 dias), Fase de Operações (12 dias) e Fase de Sobrevivência (5 dias), sendo que em todas as etapas os alunos permaneceram sob avaliação contínua, com possibilidade de desligamento por insuficiência física, técnica, tática e de comportamento. Os resultados indicaram aumento médio de 0,32% de gordura corporal na Semana ADM, redução média de 4,81% na Fase Rústica, aumento médio de 0,75% na Fase Técnica, aumento médio de 0,76% na Fase de Operações e redução média de 1,93% na Fase de Sobrevivência. Conclui-se que a maior alteração ocorreu na Fase Rústica, na qual os alunos perderam quantidade considerável de gordura corporal em curto espaço de tempo, sugerindo forte influência de estresse operacional, alta exigência física e restrições de recuperação sobre o balanço energético do período.
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