A SOBRECARGA DE TRABALHO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ONCOLÓGICA E SUAS CONSEQUÊNCIAS PARA A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DOS PROFISSIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i12.20827Palavras-chave:
Sobrecarga no trabalho. Enfermagem oncológica. Saúde mental.Resumo
Este artigo teve como objetivo evidenciar as consequências da sobrecarga de trabalho na saúde física e mental de profissionais de enfermagem que atuam na assistência oncológica. A partir de uma revisão integrativa, seguindo os critérios do PRISMA, foram selecionados 28 artigos publicados entre 2015 e 2025 nas bases SciELO, BVS e PubMed. Os resultados indicam que a sobrecarga é multifatorial, associada a demandas operacionais intensas, alta complexidade do cuidado, escassez de recursos humanos e exposição contínua ao sofrimento, dor e morte. Entre os principais impactos identificados estão o esgotamento físico, fadiga crônica e transtornos mentais, como depressão, ansiedade e síndrome de Burnout. Além disso, destaca-se o sofrimento ético vivenciado diante de dilemas morais frequentes no cuidado oncológico. A revisão também apontou estratégias de enfrentamento, como a valorização de práticas humanizadas, o fortalecimento do apoio institucional, a espiritualidade e a adoção da Enfermagem de Prática Avançada (EPA). Conclui-se que enfrentar a sobrecarga exige intervenções institucionais e políticas públicas que reconheçam a complexidade do trabalho na oncologia e garantam condições mais seguras, éticas e humanizadas para os profissionais e pacientes.
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