LEPTOSPIROSE OCUPACIONAL: DA INFECÇÃO AGUDA INESPECÍFICA À FORMA GRAVE DA SÍNDROME DE WEIL – UM RELATO DE CASO

Autores

  • Roberta Dias Rodrigues Rocha Centro Universitário Newton Paiva
  • Breno Almeida de Oliveira Centro Universitário Newton Paiva
  • Andressa Cristiane de Souza Matias Centro Universitário Newton Paiva
  • Cristina Lopes Zanette Mendes Centro Universitário Newton Paiva
  • Dayvid Henry de Carvalho Pacheco Centro Universitário Newton Paiva
  • Otávio Leoni Freitas Pereira Centro Universitário Newton Paiva
  • Gleison de Oliveira Clínica Veterinária Veredas
  • Ronize Andréia Ferreira Centro Universitário Newton

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v1i4.18493

Palavras-chave:

Leptospirose ocupacional. Roedores. Poços de elevadores. Diagnóstico. Síndrome de Weil.

Resumo

A leptospirose é uma zoonose causada pela bactéria Leptospira spp. Os roedores são os principais reservatórios urbanos, e o homem, o hospedeiro acidental, infectado direta ou indiretamente com a urina de animais infectados. O diagnóstico é complexo, baseado em dados clínicos-epidemiológicos-laboratoriais, e o tratamento envolve antibioticoterapia. Este trabalho relata um caso grave de leptospirose ocupacional com evolução para Síndrome de Weil e diagnóstico tardio. Um trabalhador de manutenção de elevadores em Nova Lima/MG, 31 anos, imunocompetente, inicialmente apresentou sintomas como artralgia, epigastralgia, mialgia difusa, dor nas panturrilhas, cefaleia, febre, náuseas e hiporexia. Ao procurar atendimento médico, apresentou sufusão conjuntival e epistaxe. Os exames laboratoriais mostraram anemia e trombocitopenia, levando à suspeita de dengue. O paciente buscou atendimento três vezes, mas a hipótese inicial foi mantida. Após seis dias, com piora geral e icterícia, foi internado com suspeita de leptospirose com Síndrome de Weil - icterícia, insuficiência renal aguda (IRA) e fenômeno hemorrágico - e devido possível exposição a urina de ratos. Os exames laboratoriais revelaram anemia (normocítica e normocrômica), leucocitose, neutrofilia, desvio à esquerda, plaquetopenia, elevação de aminotransferases, creatinoquinase, ureia, fosfatase alcalina, gama- GT, hiperbilirrubinemia, hipocalemia, hipomagnesemia, além de proteína C reativa elevada.
Sorologias para hepatites virais, doença de Chagas e HIV (Human Immunodeficiency Virus) negativas e Enzyme Linked Immunosorbent Assay (ELISA-IgM) para Leptospira spp. indeterminado. A ultrassonografia indicou comprometimento hepático e nefrolitíase. Com sinais de alarme, o paciente foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recebeu hidratação venosa, analgésicos, antieméticos, ceftriaxona e reposição de potássio e magnésio. Posteriormente, a sorologia confirmou leptospirose. Após dez dias, recebeu alta com melhora clínica e estabilização da creatinina. Este caso destaca a importância da anamnese detalhada e atenção aos fatores epidemiológicos para um diagnóstico precoce da leptospirose, alertando os profissionais de saúde sobre a gravidade potencial da doença.

Downloads

Downloads

Publicado

2025-03-27

Como Citar

Rocha, R. D. R., Oliveira, B. A. de, Matias, A. C. de S., Mendes, C. L. Z., Pacheco, D. H. de C., Pereira, O. L. F., … Ferreira, R. A. (2025). LEPTOSPIROSE OCUPACIONAL: DA INFECÇÃO AGUDA INESPECÍFICA À FORMA GRAVE DA SÍNDROME DE WEIL – UM RELATO DE CASO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 1(4), 145–157. https://doi.org/10.51891/rease.v1i4.18493