COMPLICAÇÕES CLÍNICAS DO DPOC EXACERBADO EM IDOSOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v1i1.18098Palavras-chave:
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica. Exacerbação. Idosos. Complicações Clínicas. Hospitalização.Resumo
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) representa uma condição respiratória progressiva que compromete significativamente a qualidade de vida dos idosos, especialmente quando ocorrem exacerbações. Essas agudizações estão associadas a um aumento da morbidade, da taxa de hospitalizações e do risco de mortalidade, além de impactarem negativamente a funcionalidade dos pacientes. Fatores como infecções respiratórias, poluição do ar e adesão inadequada ao tratamento contribuíram para a frequência e gravidade dessas exacerbações. Clinicamente, os idosos com DPOC exacerbado apresentaram manifestações como insuficiência respiratória aguda, aumento da hipercapnia, disfunção cardiovascular, piora da capacidade funcional e comprometimento cognitivo. Objetivo: Analisar as principais complicações clínicas do DPOC exacerbado em idosos, identificando os impactos fisiopatológicos e os desafios terapêuticos, com base na literatura científica disponível nos últimos 10 anos. Metodologia: A pesquisa foi conduzida conforme as diretrizes do checklist PRISMA, utilizando as bases de dados PubMed, SciELO e Web of Science. Foram empregados cinco descritores em português e inglês: “Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica”, “Exacerbação”, “Idosos”, “Complicações Clínicas” e “Hospitalização”. Os critérios de inclusão abrangeram estudos originais, revisões sistemáticas e ensaios clínicos que investigaram complicações clínicas em idosos com DPOC exacerbado. Foram excluídos artigos que não apresentaram recorte etário específico, estudos com metodologia inadequada e publicações em idiomas distintos do inglês, espanhol e português. Resultados: A análise revelou que as exacerbações da DPOC em idosos estavam fortemente associadas ao aumento da taxa de mortalidade hospitalar, maior necessidade de suporte ventilatório e complicações cardiovasculares, como arritmias e hipertensão pulmonar. A hipercapnia severa e a acidose respiratória foram identificadas como fatores prognósticos negativos. Além disso, a deterioração muscular e o declínio cognitivo foram consequências recorrentes, comprometendo a recuperação pós-alta e aumentando a vulnerabilidade desses pacientes. Conclusão: As complicações clínicas do DPOC exacerbado em idosos envolveram aspectos respiratórios, cardiovasculares e neuromusculares, reforçando a necessidade de estratégias terapêuticas individualizadas. A abordagem multidisciplinar e o manejo precoce das exacerbações foram fundamentais para reduzir os impactos negativos e melhorar a sobrevida desses pacientes.
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