SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDO FÓLICO NA GESTAÇÃO E SUA ASSOCIAÇÃO COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i3.17156Palavras-chave:
Ácido Fólico. Desenvolvimento Fetal. Gestação. Neurodesenvolvimento. Transtorno do Espectro Autista.Resumo
Introdução: A suplementação de ácido fólico tem sido amplamente recomendada durante a gestação devido aos seus benefícios para o desenvolvimento fetal e sua capacidade de prevenir defeitos do tubo neural. Recentemente, pesquisas têm explorado sua relação com o risco de Transtorno do Espectro Autista (TEA), identificando potenciais mecanismos epigenéticos que podem impactar o neurodesenvolvimento. No entanto, há variabilidade nos resultados em diferentes populações e a influência de fatores genéticos e ambientais ainda é objeto de debate. Objetivo: avaliar a relação entre a suplementação de ácido fólico durante a gestação e o risco de TEA, com foco nos efeitos protetores, mecanismos biológicos e variações populacionais. Método: revisão sistemática da literatura na base de dados PubMed, considerando estudos publicados entre 2019 e 2024. Após a triagem, 30 artigos foram incluídos na análise qualitativa e quantitativa. Resultados: A suplementação de ácido fólico mostrou uma redução média de 20–30% no risco de TEA, especialmente quando administrada no período pré-concepcional e no primeiro trimestre. Em populações asiáticas, a redução alcançou até 40%. Os mecanismos protetores incluem a metilação do DNA e a modulação de variantes genéticas no gene MTHFR. No entanto, desafios como a baixa representatividade de populações minoritárias e a falta de padronização metodológica foram destacados. Conclusão: A suplementação de ácido fólico é uma intervenção preventiva promissora para reduzir o risco de TEA, mas diretrizes específicas e estudos em populações sub-representadas são necessários para otimizar os benefícios.
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