TIRZEPATIDA: NOVO PARADIGMA DA POLIFARMACOLOGIA PARA O TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v1i3.13379Palavras-chave:
Diabetes mellitus tipo 2. Incretinas. Polifarmacologia.Resumo
Nos últimos anos, os ligantes direcionados a múltiplos alvos (MTDLs) surgiram como um paradigma emergente da polifarmacologia para o tratamento de doenças de etiologia complexa e multifatorial, a exemplo do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Recentemente, a tirzepatida foi aprovada como o primeiro MTDL para o tratamento do DM2, representando uma alternativa terapêutica promissora. Em vista disso, o presente trabalho objetivou revisar a literatura pertinente acerca do uso da tirzepatida no tratamento do DM2, explorando os fundamentos fisiológicos e fisiopatológicos que respaldam os seus efeitos no organismo. Nessa proposta, foi realizada uma revisão narrativa da literatura, que utilizou livros da área de fisiologia, histologia e bioquímica, documentos oficiais e bulas de medicamentos, além de trabalhos científicos selecionados a partir de consulta ao Google Acadêmico e PubMed. Os resultados encontrados evidenciaram que o peptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) e o peptídeo semelhante ao glucagon 1 (GLP-1), conhecidos como incretinas, figuram entre os principais hormônios envolvidos na regulação dos níveis plasmáticos de glicose. Na fisiopatologia do DM2, a disfunção das células β pancreáticas ocorre de forma secundária a resistência à insulina, podendo ser influenciada pela resistência à ação estimulatória das incretinas. Por conseguinte, o pâncreas reduz a sua capacidade de produzir insulina suficiente para evitar uma hiperglicemia persistente, levando ao desenvolvimento do DM2, com aparecimento de possíveis complicações crônicas macro e microvasculares em longo prazo. Nesse cenário, a tirzepatida surgiu como o primeiro agonista duplo dos receptores de GIP e GLP-1 para o tratamento do DM2, contribuindo para reduzir a hiperglicemia, aumentar a sensibilidade à insulina e diminuir a disfunção das células β pancreáticas. Portanto, foi possível concluir que a tirzepatida, enquanto primeiro MTDL aprovado para o tratamento do DM2, oferece uma abordagem inovadora ao imitar o equilíbrio fisiológico das incretinas no organismo, resultando em benefícios terapêuticos significativos para os pacientes.
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