CARACTERIZAÇÃO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES UTILIZADAS NO TRATAMENTO DE DISFUNÇÕES TEMPOROMANDIBULARES PELO SUS NO BRASIL: UM ESTUDO ECOLÓGICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v1i3.13295Palavras-chave:
Disfunção Temporomandibular. Terapias Complementares. Sistema Único de Saúde.Resumo
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos procedimentos das Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no Brasil, identificando fatores associados à distribuição sociodemográfica e profissional. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, realizado com base nas informações fornecidas pelo Sistema Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SIA-SUS), referentes aos procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares (Forma de Organização: 030905), cujo diagnóstico principal foi Distúrbios da articulação temporomandibular (CID-10: K07.6), analisando o período de janeiro a novembro de 2023, na qual a coleta e o processamento dos dados foram realizados por meio do pacote Microdatasus no ambiente R. Resultados: Foram registrados 10.173 procedimentos relacionados ao tratamento da Disfunção Temporomandibular (DTM) no Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS. Destes, 5,8% (n = 585) corresponderam às intervenções realizadas com Práticas Integrativas e Complementares. No entanto, no mesmo período, foram registrados um total de 2.579.067 procedimentos de Práticas Integrativas e Complementares, dos quais apenas 0,02% (n = 585) foram destinados ao tratamento da DTM. Ademais, a região Sul concentrou a maioria dos procedimentos (54,2%), enquanto a Norte não apresentou nenhum registro. A faixa etária que mais foi atendida com as PICS foi a adulta (79,3%), do sexo feminino (76,2%), de raça/cor branca (76,4%). Quanto aos procedimentos realizados, observou-se que a maioria envolveu sessões de eletroestimulação (21,0%) e ozônio terapia aplicada à odontologia (21,0%), executados, principalmente, pelos profissionais fisioterapeutas (60,7%) e técnicos em higiene dental (20,7%). Quanto ao tipo de estabelecimento, as policlínicas (54,5%) e hospitais gerais (22,7%) se destacaram, já quanto à complexidade foi a atenção básica, com 76,2% do total. Conclusões: Concluiu-se que as PICS, no tratamento da DTM, ainda apresentam um quantitativo baixo em comparação com a terapêutica tradicional.
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