MANEJO CIRÚRGICO DE TUMORES NEUROENDÓCRINOS PANCREÁTICOS NÃO-FUNCIONANTES: REVISÃO NARRATIVA

Autores

  • Renata Barreto Russo Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza
  • Emmanuel Apollo de Macedo Ferreira Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza
  • Emanuel Ferreira Coelho Universidade Federal do Ceará
  • Delmarks Everton Almeida Universidade Federal do Ceará
  • Sofia Santiago Marinho Universidade Federal do Ceará
  • Matheus Zaian Rodrigues de Fonseca Lira Universidade Federal do Ceará
  • Alexandra Mano Almeida Casa de Misericórdia de Fortaleza.

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v9i10.11868

Palavras-chave:

tumores neuroendócrinos, Ressecção cirúrgica, Câncer, Pâncreas., Epidemiologia. Pâncreas. Câncer. Câncer de Pâncreas.

Resumo

Os tumores neuroendócrinos (TNEs) consistem em um grupo heterogêneo de neoplasias com múltiplas manifestações clínicas e biológicas. Os TNEs pancreáticos (TNEPs) estão entre os tipos de TNEs mais comuns. TNEPs funcionais normalmente causam síndromes hiperfuncionais, como insulinomas, VIPomas, glucagonomas e gastrinomas. A maioria dos TNEPs, ​​no entanto, não apresenta esses achados clínicos, sendo categorizados como não funcionantes, não produzindo sintomas até atingir uma massa tumoral significativa. Mais comumente, os TNEPs não funcionantes (TNEP-NF) são descobertos incidentalmente durante a investigação de outras condições, caracterizando o diagnóstico como um desafio, embora o uso de imagem nuclear seja útil para a detecção desses tumores. Embora os tumores funcionantes tenham clara indicação de tratamento cirúrgico, ainda há controvérsia sobre o tratamento adequado dos TNEP-NFs, ​​considerando sua biologia mais insidiosa. Um estudo relata controvérsia sobre o papel da ressecção cirúrgica de TNEP ≤ 2cm assintomáticos como primeira linha de tratamento, com alguns autores sugerindo a vigilância ativa como alternativa. No entanto, uma análise retrospectiva encontrou uma taxa de mortalidade maior entre o grupo de tratamento não cirúrgico, em comparação com o tratamento cirúrgico. Os TNEPs também têm um potencial maligno imprevisível, e achados benignos na histopatologia não excluem a chance de progressão tumoral. Apesar de ainda não haver um consenso sobre o manejo ideal dos TNEPs, ​​a abordagem cirúrgica ainda é a primeira escolha, pois alguns estudos verificam maiores benefícios com esta alternativa. No entanto, a vigilância ativa é cada vez mais bem-vinda no manejo de pequenos tumores.

Biografia do Autor

Renata Barreto Russo, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza

Residente de Cirurgia em Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.

Emmanuel Apollo de Macedo Ferreira, Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza

Residente de Cirurgia em Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.

Emanuel Ferreira Coelho, Universidade Federal do Ceará

Acadêmico de Medicina na Universidade Federal do Ceará.

Delmarks Everton Almeida, Universidade Federal do Ceará

Acadêmico de Medicina na Universidade Federal do Ceará.

Sofia Santiago Marinho, Universidade Federal do Ceará

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Ceará.

Matheus Zaian Rodrigues de Fonseca Lira, Universidade Federal do Ceará

Acadêmico de Medicina na Universidade Federal do Ceará.

Alexandra Mano Almeida, Casa de Misericórdia de Fortaleza.

Cirurgiã Digestiva em Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza.

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Publicado

2023-11-25

Como Citar

Russo, R. B., Ferreira, E. A. de M., Coelho, E. F., Almeida, D. E., Marinho, S. S., Lira, M. Z. R. de F., & Almeida, A. M. (2023). MANEJO CIRÚRGICO DE TUMORES NEUROENDÓCRINOS PANCREÁTICOS NÃO-FUNCIONANTES: REVISÃO NARRATIVA. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 9(10), 4863–4869. https://doi.org/10.51891/rease.v9i10.11868