O PAPEL DOS PROBIÓTICOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: UM NOVO OLHAR PARA A SAÚDE MENTAL

Autores/as

  • Ramon Duarte Maia Universidade Anhanguera
  • Stefani Teixeira Mendes Universidade Nove de Julho image/svg+xml
  • Marcella Tamiozzo Pereira Torres UniFOA
  • Martha Castello Branco de Mello Dias Universidade Estacio de Sá
  • Mônica Regina da Costa Marques Calderari Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
  • Kelly Ribeiro Moura Barboza UVV
  • Danielle Castro Hoffmann UniRedentor
  • Lília Teixeira Eufrásio Leite Universidade Estadual do Ceará image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v9i9.11485

Palabras clave:

Probióticos. Abordagens terapêuticas. Restauração do equilíbrio microbiota intestinal.

Resumen

O tratamento da depressão tem sido objeto de estudo e pesquisa em diversas áreas da saúde. Entre as abordagens terapêuticas utilizadas, os probióticos têm se destacado como uma nova abordagem para melhorar a saúde mental. Os probióticos são micro-organismos vivos, como bactérias e leveduras, que quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios para a saúde. A relação entre o intestino e o cérebro tem sido cada vez mais explorada, e estudos recentes têm demonstrado que existe uma comunicação bidirecional entre esses dois órgãos, conhecida como eixo intestino-cérebro. Nesse sentido, a microbiota intestinal desempenha um papel crucial na regulação do comportamento e do humor, e a disbiose (desequilíbrio da flora intestinal) tem sido associada a várias doenças, incluindo a depressão. Os probióticos, ao serem administrados, atuam na restauração do equilíbrio da microbiota intestinal, aumentando a quantidade de bactérias benéficas e suprimindo o crescimento de micro-organismos patogênicos. Além disso, eles também auxiliam na síntese de neurotransmissores, como a serotonina, que estão diretamente relacionados com o humor e a emoção. Estudos clínicos têm demonstrado que a administração de probióticos pode melhorar a sintomatologia da depressão, reduzindo a frequência e a intensidade dos episódios depressivos. Além disso, eles também podem melhorar a ansiedade e o estresse, sintomas frequentemente associados à depressão. Apesar dos resultados promissores, é necessário enfatizar que os probióticos não devem ser utilizados como um único tratamento para a depressão, mas sim como uma abordagem complementar às terapias convencionais. É fundamental que os pacientes com depressão sejam devidamente avaliados e acompanhados por profissionais de saúde capacitados. Em suma, os probióticos podem desempenhar um papel importante no tratamento da depressão, ajudando a restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal e melhorando o humor e a emoção dos pacientes. No entanto, mais estudos são necessários para elucidar os mecanismos de ação e a eficácia dos probióticos nesse contexto.

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Biografía del autor/a

  • Ramon Duarte Maia, Universidade Anhanguera

    Universidade Anhanguera - Câmpus de Brasília.

  • Stefani Teixeira Mendes, Universidade Nove de Julho

    Universidade nove de julho.

  • Marcella Tamiozzo Pereira Torres, UniFOA

    UniFOA, Mestranda em Saúde da Família.

  • Martha Castello Branco de Mello Dias, Universidade Estacio de Sá

    Universidade Estacio de Sá

  • Mônica Regina da Costa Marques Calderari, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

    Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ.

  • Kelly Ribeiro Moura Barboza, UVV

    UVV, Médica gastroenterologista e graduanda em nutrição do sexto período UVV

  • Danielle Castro Hoffmann, UniRedentor

    UniRedentor/Afya.

  • Lília Teixeira Eufrásio Leite, Universidade Estadual do Ceará

    Universidade Estadual do Ceará, Nutricionista Clínica do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará / Empresa Brasileira de Serviços

     

Publicado

2023-10-23

Cómo citar

Maia, R. D., Mendes, S. T., Torres, M. T. P., Dias, M. C. B. de M., Calderari, M. R. da C. M., Barboza, K. R. M., Hoffmann, D. C., & Leite, L. T. E. (2023). O PAPEL DOS PROBIÓTICOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: UM NOVO OLHAR PARA A SAÚDE MENTAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 9(9), 3357-3371. https://doi.org/10.51891/rease.v9i9.11485

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