INDÚSTRIA CULTURAL DIGITAL: PERSONALIZAÇÃO ALGORÍTMICA, CONEXÃO PERMANENTE E CAPTURA DA ATENÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30369Palavras-chave:
Cultura Digital. Indústria cultural digital. Teoria Crítica.Resumo
Este artigo buscou analisar os desdobramentos da indústria cultural na cultura digital, a fim de compreender em que medida as transformações nas formas de produção, circulação e consumo cultural reconfiguram mecanismos identificados por Adorno e Horkheimer (1985). Trata-se de uma pesquisa teórico-filosófica, de abordagem qualitativa, desenvolvida através de pesquisa bibliográfica e orientada pela perspectiva crítico-dialética da Teoria Crítica. Parte-se do conceito de indústria cultural em Adorno e Horkheimer, destacando os mecanismos de mercantilização, padronização, pseudoindividualização e integração social. Posteriormente, a partir de Debord (1997) e Türcke (2010), analisa-se a transformação da experiência digital sob o regime do espetáculo, da excitação contínua e do pré-prazer. Conclui-se que a indústria cultural na cultura digital sofre transformação, tornando-se mais capilar, personalizada, contínua e participativa. Sustenta-se, ao final, a necessidade de compreender a nova configuração mediante o conceito de indústria cultural digital, entendido como uma forma de organização da cultura na qual os mecanismos de integração e dominação próprios da indústria cultural são reconfigurados pela racionalidade algorítmica, pela personalização e pela exploração econômica da atenção, dos comportamentos e dos dados dos sujeitos. Tal conceito pretende contribuir para a atualização da Teoria Crítica diante das condições objetivas da cultura contemporânea.
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