ANÁLISE COMPARATIVA DAS INTERNAÇÕES POR FARINGITE E AMIGDALITE AGUDA NO BRASIL E NO ESTADO DO PARANÁ ENTRE 2010 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30224Palavras-chave:
Faringite Aguda. Amigdalite Aguda. Epidemiologia.Resumo
Esse artigo buscou analisar e comparar o perfil epidemiológico das internações hospitalares por faringite e amigdalite aguda (CID J02 e J03) no Brasil e no estado do Paraná. A faringite e a amigdalite aguda são infecções do trato respiratório superior com alta prevalência, gerando um número significativo de internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Realizou-se um estudo epidemiológico, descritivo e quantitativo, com base em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) do DATASUS, abrangendo o período de janeiro de 2010 a dezembro de 2024. No período, foram registradas 162.261 internações no Brasil, das quais 5.085 (3,1%) ocorreram no Paraná. Os resultados demonstraram um perfil majoritariamente pediátrico, com 52,5% dos casos nacionais concentrados em menores de 10 anos. Observou-se um padrão sazonal claro, com picos de internação nos meses de outono e inverno. Um achado de destaque foi a redução abrupta de mais de 50% nas hospitalizações em 2020, coincidindo com o início da pandemia de COVID-19. A média de permanência nacional foi de 2,9 dias, enquanto no Paraná foi ligeiramente inferior (2,6 dias). Conclui-se que as internações seguem um padrão epidemiológico claro, fortemente impactado pelas medidas de saúde pública da pandemia, com o Paraná apresentando indicadores de permanência discretamente mais eficientes que a média brasileira.
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