CÂNCER OCUPACIONAL E NEURODIVERSIDADE: BARREIRAS, INVISIBILIDADES E DESIGUALDADES NO CUIDADO A ADULTOS AUTISTAS NO SUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30287Palabras clave:
Autismo. Câncer. Doenças Profissionais. Saúde Ocupacional. Vigilância em Saúde do Trabalhador.Resumen
Este artigo examina, por meio de abordagem teórico-analítica, as trajetórias de cuidado oncológico de adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) diante de suspeita ou diagnóstico de câncer relacionado ao trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de revisão narrativa, análise das políticas de saúde do trabalhador e da pessoa com deficiência, aportes da justiça ambiental e dos determinantes sociais da saúde, identificam-se barreiras sensoriais, comunicacionais e institucionais que dificultam o diagnóstico precoce, a vigilância de exposições e o acesso ao cuidado integral. Evidencia-se uma tripla invisibilidade que produz itinerários fragmentados, atrasos assistenciais e restrição de direitos. A precarização e a informalidade laboral, somadas à ausência de registros de exposição a carcinógenos, limitam o reconhecimento do nexo causal, enquanto a falta de adaptações para pessoas autistas compromete práticas inclusivas no SUS. Defende-se a incorporação da neurodiversidade às políticas de saúde do trabalhador, a adoção de protocolos acessíveis e o fortalecimento da articulação entre APS, CEREST, oncologia e assistência social. O estudo contribui para o debate sobre desigualdades e vigilância em populações neurodiversas expostas a riscos ocupacionais.
Descargas
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Categorías
Licencia
Atribuição CC BY