USO PROLONGADO DE METILFENIDATO EM CRIANÇAS COM TDAH NO BRASIL: EFEITOS ADVERSOS A PARTIR DE DADOS DO DATASUS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24168Palabras clave:
TDAH. Metilfenidato. Efeitos adversos. DATASUS.Resumen
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por desatenção, impulsividade e hiperatividade, frequentemente diagnosticado na infância. No Brasil, observa-se crescimento expressivo na prescrição do cloridrato de metilfenidato, principal tratamento farmacológico para o TDAH. Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos adversos associados ao uso prolongado do metilfenidato em crianças brasileiras, por meio de dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), no período de 2018 a 2024. Trata-se de uma pesquisa documental, descritiva e quantitativa, baseada em registros de dispensação do medicamento e notificações de eventos adversos e internações hospitalares relacionadas. Os resultados indicam aumento progressivo das dispensações de metilfenidato ao longo do período analisado, acompanhado por crescimento nas notificações de efeitos adversos, especialmente distúrbios do sono, alterações cardiovasculares e perda de apetite. Adicionalmente, o estudo discute, de forma teórica e à luz da literatura científica, a influência de fatores externos — como erros diagnósticos, uso excessivo de telas digitais e ausência parental — no contexto do diagnóstico do TDAH, sem que tais fatores tenham sido analisados diretamente como variáveis do estudo. Conclui-se que o uso crescente de metilfenidato em crianças demanda maior rigor diagnóstico e acompanhamento clínico contínuo, visando à redução de riscos e à promoção de práticas terapêuticas mais seguras.
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