CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA MONITORIZAÇÃO E MANEJO DA ICTERÍCIA NEONATAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32200Palavras-chave:
Icterícia neonatal, Enfermagem, Recém-nascido, FototerapiaResumo
A icterícia neonatal é uma das condições clínicas mais frequentes no período neonatal, podendo evoluir para complicações graves quando não identificada e tratada precocemente. Nesse contexto, a equipe de enfermagem desempenha papel fundamental na monitorização, prevenção e manejo da hiperbilirrubinemia em recém-nascidos. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências disponíveis na literatura sobre os cuidados e as intervenções de enfermagem na monitorização e no manejo da icterícia neonatal em recém-nascidos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores controlados e operadores booleanos. Foram incluídos estudos primários publicados nos últimos dez anos, disponíveis na íntegra e relacionados às intervenções de enfermagem na assistência ao recém-nascido com icterícia neonatal. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, foram incluídos quinze estudos primários, cujos achados evidenciaram a relevância das intervenções de enfermagem na monitorização e no manejo da icterícia neonatal. As principais estratégias identificadas envolveram a execução segura da fototerapia, o acompanhamento clínico e laboratorial, o incentivo ao aleitamento materno, a educação em saúde, o cuidado humanizado e o monitoramento domiciliar após a alta. Algumas intervenções estiveram associadas à redução dos níveis de bilirrubina, à diminuição do tempo de internação e à melhoria de indicadores assistenciais. Entretanto, observaram-se diferenças nos resultados e nos delineamentos metodológicos dos estudos. As evidências analisadas reforçam a importância da enfermagem na assistência ao recém-nascido com icterícia neonatal, especialmente na monitorização clínica, na segurança da fototerapia e no cuidado centrado na família. A heterogeneidade das intervenções e dos resultados aponta para a necessidade de novas pesquisas que fortaleçam as recomendações assistenciais e subsidiem a implementação de protocolos baseados em evidências.
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