GESTÃO DE ESTOQUES E ARMAZENAGEM DE COMPONENTES IMPORTADOS NO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS: IMPACTOS DO LEAD TIME INTERNACIONAL NOS CUSTOS DE RUPTURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32002Palavras-chave:
Gestão de estoques, Lead time internacional, Polo Industrial de Manaus, Custos de ruptura, ArmazenagemResumo
Esse artigo buscou analisar os impactos do lead time internacional na gestão de estoques, na armazenagem e nos custos de ruptura de componentes importados no Polo Industrial de Manaus. A metodologia empregada caracterizou-se como uma revisão integrativa da literatura, orientada pela estratégia PICO/PECO, com busca sistemática em bases científicas e amostragem de 12 publicações entre obras clássicas e artigos recentes. Os principais resultados encontrados evidenciaram que a alta variabilidade no tempo de ressuprimento, intensificada por gargalos no trânsito marítimo, desembaraço aduaneiro e estiagens no modal fluvial amazônico, inviabiliza o uso puro do Just-in-Time. Para evitar paradas na produção, as indústrias superdimensionam seus estoques de segurança, o que eleva os custos de armazenagem e a imobilização de capital. Conclui-se que manter estoques elevados é uma estratégia defensiva inevitável, pois o custo de manutenção é financeiramente inferior aos impactos devastadores do custo de ruptura, que envolve ociosidade operacional, fretes aéreos emergenciais e multas contratuais.
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