CANDIDÍASE VULVOVAGINAL RECORRENTE: INTERFACES ENTRE SAÚDE DA MULHER, SAÚDE MENTAL E CUIDADO DE ENFERMAGEM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31939Palavras-chave:
Candidíase vulvovaginal, Saúde da mulher, Saúde mental, Enfermagem, Qualidade de vidaResumo
A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) constitui um agravo frequente na saúde da mulher, caracterizado por episódios repetidos de prurido, ardor e secreção vaginal que ultrapassam o impacto físico e alcançam dimensões emocionais, relacionais e sociais. Este estudo tem como objetivo analisar, na literatura científica recente, as repercussões psicossociais da CVVR e as contribuições da enfermagem para o cuidado integral dessas mulheres. A metodologia adotada consiste em uma revisão integrativa, permitindo reunir evidências sobre fatores clínicos associados, impactos na qualidade de vida e estratégias de cuidado. Os resultados encontrados na literatura apontam que a recorrência dos sintomas pode gerar sofrimento emocional, insegurança, prejuízos na vida sexual, estigma e dificuldades de adesão ao tratamento, exigindo abordagens que integrem manejo clínico, educação em saúde e acolhimento. Além disso, estudos destacam a importância de considerar aspectos como microbioma vaginal, uso prévio de antimicrobianos e vulnerabilidades individuais, reforçando a necessidade de evitar explicações simplistas ou moralizantes. As reflexões finais evidenciam que a enfermagem desempenha papel central na escuta qualificada, no apoio ao autocuidado e na orientação contínua, contribuindo para práticas mais humanizadas e resolutivas. Assim, compreender a CVVR em suas interfaces biológicas e psicossociais é fundamental para fortalecer a integralidade da assistência e aprimorar o cuidado oferecido às mulheres.
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