PERFIL DAS INTERNAÇÕES POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31730Palavras-chave:
Hospitalização, Acidente Vascular Cerebral, Sistema Único de SaúdeResumo
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico das internações por acidente vascular cerebral (AVC) no Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Alagoas, de 2010 a 2024. Trata-se de estudo ecológico e descritivo, com microdados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) referentes às internações de residentes em Alagoas com diagnóstico principal de AVC (códigos I60 a I64 da CID-10). Foram calculadas frequências absolutas e relativas, taxas de internação por 10.000 habitantes, segundo ano e Região de Saúde de residência, e o gasto total e médio por internação, corrigidos pelo IPCA. Foram registradas 40.873 internações, das quais 87,3% com AVC não especificado como hemorrágico ou isquêmico. A taxa foi de 7,8 por 10.000 habitantes em 2010, atingiu o maior valor em 2011 (10,8), o menor em 2020 (5,2) e chegou a 9,9 em 2024. Predominaram o sexo masculino (52,1%), a faixa etária de 60 a 79 anos (52,2%) e a permanência de até sete dias (67,5%). Houve uso de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em 20,6% das internações, e a letalidade hospitalar foi de 24,3%. A 7ª Região de Saúde apresentou a maior taxa média do período (11,4 por 10.000 habitantes) e a 9ª, a menor (5,4). O gasto total foi de R$ 110,9 milhões, com média de R$ 2.713,46 por internação. Conclui-se que as internações por AVC em Alagoas se concentram em idosos, apresentam elevada letalidade, pouca especificação do tipo de AVC e distribuição desigual entre as Regiões de Saúde, o que reforça a necessidade de fortalecer a prevenção na Atenção Primária à Saúde e a rede de atenção ao AVC no estado.
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