MORTALIDADE POR MALFORMAÇÕES CONGÊNITAS NO BRASIL: EVOLUÇÃO TEMPORAL, PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E DESIGUALDADES REGIONAIS, 2010–2024
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31490Palavras-chave:
Anormalidades congênitas, Mortalidade, Sistemas de informação em saúdeResumo
Objetivo: Analisar a mortalidade por malformações congênitas no Brasil, entre 2010 e 2024, considerando a evolução temporal, a distribuição segundo sexo e as desigualdades regionais. Método: Estudo ecológico de série temporal, com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/Datasus), incluindo óbitos cuja causa básica foi classificada no Capítulo XVII da CID-10 (Q00--Q99). Os registros foram agrupados em três quinquênios: 2010--2014, 2015--2019 e 2020--2024. Calcularam-se frequências absolutas e relativas, razão de sexo e variação percentual entre o terceiro e o primeiro quinquênio. Resultado: Foram registrados 159.703 óbitos: 53.163 no primeiro, 55.330 no segundo e 51.210 no terceiro quinquênio, correspondendo a redução de 3,67% entre os períodos extremos. Houve discreto predomínio masculino e concentração absoluta dos óbitos no Sudeste e Nordeste. As categorias cardíacas, especialmente Q24 e Q21, figuraram entre as de maior magnitude. Conclusão: As diferenças entre regiões e Unidades da Federação evidenciam heterogeneidade territorial e reforçam a necessidade de qualificação contínua da vigilância, do diagnóstico oportuno e da organização regionalizada da atenção às pessoas com anomalias congênitas.
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