EXAME CITOPATOLÓGICO DO COLO DO ÚTERO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: CONHECIMENTO, PRÁTICAS E BARREIRAS DE ACESSO ENTRE MULHERES DE IMPERATRIZ, MARANHÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31460Palavras-chave:
Neoplasias do Colo do Útero, Teste de Papanicolaou, Atenção Primária à Saúde, Acesso aos Serviços de Saúde, Fatores SocioeconômicosResumo
O câncer do colo do útero permanece relevante problema de saúde pública no Brasil. Este estudo analisou o conhecimento, as práticas e as barreiras de acesso relacionados ao exame citopatológico do colo do útero (PCCU), bem como os fatores associados ao local de realização do último exame, entre mulheres atendidas em Unidades Básicas de Saúde de Imperatriz, Maranhão. Trata-se de estudo transversal, descritivo e exploratório, com amostra não probabilística de 205 mulheres com 18 anos ou mais, analisada pelos testes qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher (p < 0,05). O exame era conhecido por 84,4% das participantes, mas apenas 62,4% conheciam sua periodicidade. A realização em até três anos foi referida por 71,9% das 192 mulheres com informação classificável, e 20,3% nunca haviam realizado o exame. Destacaram-se como barreiras a tentativa frustrada de agendamento (28,4%), sobretudo por falta de vagas, o desconhecimento do calendário de coleta (77,7%) e a ausência de oferta do exame. O uso da rede privada associou-se à renda (p = 0,012) e à escolaridade (p < 0,001), mas não à dificuldade de agendamento. Conclui-se que o conhecimento não se converte integralmente em prática preventiva e que barreiras organizacionais e desigualdades socioeconômicas condicionam o acesso ao exame na Atenção Primária.
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