ANÁLISE TEMPORAL DOS INDICADORES DO HIV E DA IMPLEMENTAÇÃO DA PREP E PEP NO BRASIL (2018–2023)
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i5.26575Palavras-chave:
HIV. PrEP. PEP. Prevenção combinada. Saúde pública.Resumo
O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) permanece como importante desafio de saúde pública, exigindo estratégias preventivas eficazes para redução de novas infecções. Nesse contexto, destacam-se a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), incorporadas ao Sistema Único de Saúde como instrumentos centrais da prevenção combinada. O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto da implementação da PrEP e da PEP no controle do HIV no Brasil, no período de 2018 a 2023. Trata-se de pesquisa observacional, retrospectiva, descritiva e quantitativa, baseada em dados secundários obtidos em fontes oficiais do Ministério da Saúde. Foram analisados indicadores epidemiológicos referentes ao número de novos casos de HIV, taxa de detecção, usuários ativos de PrEP, dispensações de PEP e distribuição regional e etária dos casos. Os resultados demonstraram redução dos novos casos de HIV de 22.626, em 2018, para 16.700, em 2023, acompanhada de queda da taxa de detecção de 10,8 para 7,8 casos por 100 mil habitantes. Paralelamente, observou-se crescimento expressivo dos usuários de PrEP, que passaram de 3.900 para 97.000 no período analisado, além do aumento das dispensações de PEP. Persistiram, contudo, desigualdades regionais e maior concentração de casos entre adultos jovens. Conclui-se que a expansão da PrEP e da PEP contribuiu significativamente para o controle da epidemia de HIV no Brasil, embora permaneçam desafios relacionados ao acesso equitativo, adesão e redução do estigma social.
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