PROTOCOLO DE MANCHESTER: PERCEPÇÃO DOS USUÁRIOS SOBRE A CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31390Palavras-chave:
Classificação de risco, Protocolo de Manchester, Urgência e emergênciaResumo
Esse artigo buscou analisar os fatores que influenciam a percepção dos usuários sobre a classificação de risco realizada pelo Protocolo de Manchester em serviços de urgência e emergência. Para isso, adotou-se uma revisão integrativa da literatura, reunindo estudos nacionais e internacionais que abordam a experiência dos usuários, a compreensão da lógica de priorização e os elementos que interferem na aceitação do protocolo. A metodologia envolveu seleção sistemática de artigos, leitura crítica e síntese temática dos achados, permitindo identificar padrões recorrentes nas percepções dos usuários. Os resultados evidenciaram que a compreensão do processo de triagem está diretamente relacionada à clareza das informações fornecidas, à qualidade do acolhimento e às condições emocionais vivenciadas no momento da busca pelo atendimento. Observou-se que explicações acessíveis sobre as cores, tempos-alvo e critérios clínicos favorecem maior aceitação, enquanto falhas na comunicação, atendimentos mecanizados e desconhecimento da lógica de gravidade geram dúvidas, ansiedade e sensação de injustiça. Além disso, fatores como dor, medo e superlotação intensificam a percepção negativa do tempo de espera. Dessa forma, o estudo reforça que aprimorar a comunicação, fortalecer o acolhimento e qualificar a interação profissional-usuário são estratégias essenciais para melhorar a experiência e a confiança no processo de classificação de risco.
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