DISPOSITIVOS AUTOMÁTICOS NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: VANTAGENS E DESVANTAGENS NA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31280Palavras-chave:
Parada Cardíaca, Desfibriladores, Reanimação CardiopulmonarResumo
Esta revisão narrativa buscou sintetizar a evidência sobre o uso de dispositivos automáticos na parada cardiorrespiratória (PCR), com foco nos desfibriladores externos automáticos (DEA) e nos dispositivos mecânicos de compressão torácica, discutindo suas vantagens e desvantagens. Foram revisados ensaios clínicos randomizados, estudos observacionais, revisões sistemáticas e diretrizes nacionais e internacionais. Os programas de acesso público à desfibrilação reduziram o tempo até o primeiro choque e aumentaram a sobrevida quando a PCR apresentava ritmo chocável, embora o benefício seja menor em ambientes residenciais. Os dispositivos mecânicos mantêm compressões constantes e auxiliam no transporte e na reanimação prolongada, mas ensaios de grande porte não demonstraram superioridade na sobrevida em relação às compressões manuais de qualidade, e persistem preocupações com interrupções durante a instalação, falhas técnicas e lesões. Conclui-se que os dispositivos automáticos são ferramentas complementares, e seu benefício depende de treinamento, acessibilidade, manutenção e integração à cadeia de sobrevivência.
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