INTELIGÊNCIAS INCLUSIVAS NA FORMAÇÃO DOCENTE: FUNDAMENTOS TEÓRICOS PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO E O TRABALHO COM ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31161Palavras-chave:
Inteligências inclusivas, Formação docente, AEEResumo
O artigo desenvolve o conceito de inteligências inclusivas como fundamento teórico para a formação docente no Atendimento Educacional Especializado (AEE), especialmente no trabalho com estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O referencial teórico inclui [ELIMINADO PARA FINS DA REVISÃO POR PARES]; Morin (2005a); Schön (1998); Tardif (1992); Florian (2014); van Manen (2003); Nussbaum (2013); Ainscow (2020), entre outros. A partir de uma revisão narrativa e análise hermenêutica, o estudo identifica quatro componentes essenciais dessa competência profissional: sensibilidade à diversidade, que reconhece a pluralidade cognitiva como valor; responsividade pedagógica, entendida como capacidade de ajustar práticas em tempo real; reflexão crítica sobre a prática, que permite produzir conhecimento situado diante da complexidade; e planejamento inclusivo desde o início, que integra a diversidade como princípio organizador da ação pedagógica. Esses elementos, articulados a referenciais como neurodiversidade, saberes docentes, complexidade e pedagogia inclusiva, sustentam a hipótese de que a formação para o AEE requer competências que ultrapassam modelos técnicos e prescritivos. Conclui‑se que as inteligências inclusivas oferecem uma base teórica consistente para compreender e orientar processos formativos capazes de responder à heterogeneidade, à imprevisibilidade e às demandas éticas do trabalho com estudantes com TEA.
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