DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DA DENGUE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SANTA CATARINA (2021–2025): SUBSÍDIOS PARA AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO AMBIENTE ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31018Palavras-chave:
Educação em Saúde, Epidemias, Vigilância em Saúde PúblicaResumo
O ano de 2024 marcou a maior epidemia de dengue já registrada no país, com repercussão expressiva em Santa Catarina. Objetivo: analisar a distribuição espacial e temporal dos casos prováveis de dengue em crianças e adolescentes residentes em Santa Catarina, de 2021 a 2025. Método: estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, com dados secundários e agregados por município, obtidos junto ao CIEGES-SC, referentes à faixa etária escolar (5-19 anos), e dados populacionais do IBGE (Censo 2022). Calculou-se a incidência em relação ao total de casos no Estado, por faixa etária e por macrorregião de saúde. Resultados: foram registrados 109.918 (19,0%) casos na faixa etária de 5 a 19 anos. O ano de 2024 concentrou o maior número de notificações, com incidência estadual de 4.396,9 casos por 100/mil/hab. As faixas de 5 a 9 anos (24,7%) e 15 a 17 anos (24,0%) foram as mais acometidas. As macrorregiões do Planalto Norte e Nordeste e do Vale do Itajaí concentraram, respectivamente, 35,3% e 34,3% dos casos. Conclusão: a dengue acometeu de forma heterogênea crianças e adolescentes catarinenses, com concentração temporal em 2024 e em macrorregiões específicas, o que reforça a necessidade de estratégias de educação em saúde direcionadas ao ambiente escolar.
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