EXPOSIÇÕES AMBIENTAIS E SAÚDE REPRODUTIVA FEMININA: EFEITOS DO TABAGISMO PASSIVO E DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA SOBRE A RESERVA OVARIANA

Autores

  • Luiza Farias Murta Dutra UNIFIPMOC
  • Bárbara Medeiros Fagundes UNIFIPMOC
  • Maria das Mercês Borém Correa Machado UNIFIPMOC

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30784

Palavras-chave:

Reserva Ovariana, Tabagismo Passivo, Poluição Atmosférica, Saúde Reprodutiva, Hormônio Anti-Mülleriano

Resumo

A exposição a agentes ambientais potencialmente tóxicos tem sido investigada como possível determinante da saúde reprodutiva feminina, especialmente em relação à manutenção da reserva ovariana. O presente estudo teve como objetivo analisar criticamente a literatura científica sobre a relação entre exposição passiva à fumaça do tabaco e poluição atmosférica e alterações da reserva ovariana, com enfoque nos mecanismos biológicos envolvidos e nos principais marcadores utilizados na avaliação da função ovariana. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza descritiva, analítica e interpretativa, realizada por meio de buscas nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e Google Acadêmico, contemplando publicações entre 2020 e 2026. Foram analisados estudos observacionais, experimentais e revisões da literatura relacionados às exposições ambientais, ao hormônio anti-Mülleriano, à contagem de folículos antrais e aos mecanismos de toxicidade ovariana. A literatura analisada sugere associação entre exposição a determinados poluentes atmosféricos, especialmente PM₂,₅, PM₁₀ e NO₂, e alterações em marcadores da reserva ovariana. Em relação ao tabagismo passivo, os achados clínicos permanecem limitados e heterogêneos, embora estudos experimentais e evidências relacionadas à presença de componentes do tabaco no microambiente ovariano forneçam plausibilidade biológica para possíveis repercussões sobre a função folicular. Os mecanismos propostos incluem estresse oxidativo, inflamação, dano ao DNA, disfunção mitocondrial, alterações endócrinas e apoptose das células foliculares. Conclui-se que as exposições ambientais constituem potenciais fatores relacionados à função ovariana, porém a literatura disponível não permite estabelecer relações causais consistentes, particularmente quanto ao tabagismo passivo. Estudos longitudinais com avaliação objetiva da exposição e acompanhamento dos marcadores da reserva ovariana são necessários para esclarecer a relevância clínica dessas associações.

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Biografia do Autor

  • Luiza Farias Murta Dutra, UNIFIPMOC

    Graduanda em Medicina no Centro Universitário UNIFIPMOC-AFYA. 

  • Bárbara Medeiros Fagundes, UNIFIPMOC

    Graduanda em Medicina no Centro Universitário UNIFIPMOC-AFYA.

  • Maria das Mercês Borém Correa Machado, UNIFIPMOC

    Médica Ginecologista e Obstetra - Professora no Centro Universitário UNIFIPMOC-AFYA.

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Publicado

2026-10-06

Como Citar

Dutra, L. F. M., Fagundes, B. M., & Machado, M. das M. B. C. (2026). EXPOSIÇÕES AMBIENTAIS E SAÚDE REPRODUTIVA FEMININA: EFEITOS DO TABAGISMO PASSIVO E DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA SOBRE A RESERVA OVARIANA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(10), 1-13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30784

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