PRESENÇA DE RESÍDUOS FARMACÊUTICOS NO AMBIENTE: IMPACTOS QUÍMICOS, BIOLÓGICOS E RISCOS À SAÚDE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29542

Palavras-chave:

Resíduos farmacêuticos. Contaminantes emergentes. Ecotoxicologia.

Resumo

O aumento do consumo de medicamentos nas últimas décadas tem contribuído para a presença de resíduos farmacêuticos no ambiente, configurando um problema emergente de saúde pública e ambiental. Este estudo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura, seguindo as diretrizes do protocolo PRISMA, para analisar a ocorrência, o comportamento químico, os efeitos ecotoxicológicos e os riscos à saúde humana associados a esses contaminantes. A busca foi realizada nas bases Scopus, Web of Science, PubMed e SciELO, abrangendo o período de 2000 a 2025. Após o processo de seleção, 66 estudos compuseram o corpus analítico. Os resultados evidenciaram ampla distribuição de resíduos farmacêuticos, principalmente em ambientes aquáticos, decorrente do descarte inadequado, da excreção humana e animal e da limitada eficiência dos sistemas convencionais de tratamento de esgoto. Esses compostos apresentam elevada persistência ambiental, potencial de bioacumulação e formação de subprodutos tóxicos. Os efeitos incluem alterações fisiológicas, reprodutivas e comportamentais em organismos aquáticos, além de impactos sobre a biodiversidade. Para a saúde humana, destacam-se riscos relacionados à exposição crônica, à desregulação endócrina e à resistência antimicrobiana. Conclui-se que a poluição farmacêutica requer políticas públicas, tecnologias de tratamento mais eficientes e educação ambiental baseada no conceito de Saúde Única (One Health).

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Biografia do Autor

Paulo de Tárcio da Silva Júnior, Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo

Discente do curso de pós-graduação em Química Orgânica na Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo.

Giselle Silva de Souza, Universidade Federal de Alagoas

Discente do curso de pós-graduação em Agricultura e Ambiente na Universidade Federal de Alagoas.

Luiz Eduardo de Melo Lima, Universidade Federal de Alagoas

Discente do curso de Pós graduação em Agricultura e Ambiente na Universidade Federal de Alagoas.

Marília Palheta da Silva, Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Mestre em agroecossistemas pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Xênia Luana Santos Silva, Universidade Federal de Alagoas

Discente do curso de Pós graduação em Agricultura e Ambiente na Universidade Federal de Alagoas.

Maria Leane da Silva, Universidade Federal de Alagoas

Discente do curso de Zootecnia na Universidade Federal de Alagoas.

Moisés Silva de Mendonça Júnior, Universidade Federal de Alagoas

Discente do curso de Agronomia na Universidade Federal de Alagoas.

Maria Laiane da Silva, Universidade Federal de Alagoas

Discente do curso de Pós graduação em Agricultura e Ambiente na Universidade Federal de Alagoas.

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Publicado

2026-08-17

Como Citar

Silva Júnior, P. de T. da, Souza, G. S. de, Lima, L. E. de M., Silva, M. P. da, Silva, X. L. S., Silva, M. L. da, … Silva, M. L. da. (2026). PRESENÇA DE RESÍDUOS FARMACÊUTICOS NO AMBIENTE: IMPACTOS QUÍMICOS, BIOLÓGICOS E RISCOS À SAÚDE. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–22. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29542