EVOLUÇÃO DA COBERTURA VACINAL INFANTIL NO AMAZONAS ENTRE 2013 E 2022: DESAFIOS À CONCRETIZAÇÃO DO PRINCÍPIO BIOÉTICO DA BENEFICÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30755Palavras-chave:
Cobertura vacinal, Vacinação infantil, Imunização, Bioética, Beneficência, AmazonasResumo
Esse artigo buscou analisar a evolução temporal da cobertura das vacinas Pentavalente, Poliomielite, Pneumocócica 10-valente e Tríplice viral, primeira dose, no estado do Amazonas entre 2013 e 2022, considerando o alcance da meta de 95% e suas implicações para o princípio bioético da beneficência. Trata-se de estudo quantitativo, descritivo, ecológico e de série temporal, desenvolvido com dados secundários do DATASUS/TABNET. Foram analisadas 40 observações de cobertura vacinal, correspondentes a quatro imunobiológicos ao longo de dez anos, utilizando-se frequências, percentuais, médias e diferenças em pontos percentuais. Apenas 7 das 40 observações atingiram ou ultrapassaram 95%, correspondendo a 17,5%, enquanto 82,5% permaneceram abaixo da meta. O melhor desempenho ocorreu em 2015, com média de 99,62%, enquanto 2021 apresentou a menor média, de 77,61%. Entre 2017 e 2022, nenhuma das quatro vacinas alcançou a meta, embora tenha ocorrido recuperação parcial em 2022. Conclui-se que as coberturas vacinais infantis apresentaram desempenho insuficiente no período analisado, evidenciando a necessidade de estratégias que ampliem o alcance dos benefícios individuais e coletivos da imunização e favoreçam a concretização do princípio da beneficência.
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