PRIMEIRA HORA DE OURO NO TRAUMA GRAVE: ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL E EVIDÊNCIAS PARA A REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30564Palavras-chave:
Ferimentos e Lesões, Equipe de Assistência ao Paciente, Serviços Médicos de Emergência, Ressuscitação, Hemorragia, Enfermagem em EmergênciaResumo
Objetivo: sintetizar as melhores evidências científicas sobre a atuação da equipe multiprofissional durante a primeira hora de ouro no atendimento ao trauma grave, destacando estratégias assistenciais que reduzem a morbimortalidade e melhoram os desfechos clínicos. Método: revisão integrativa conduzida segundo o referencial de Whittemore e Knafl e reportada conforme o PRISMA 2020, com buscas em PubMed/MEDLINE, Embase, Scopus, Web of Science, LILACS, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando publicações entre 2020 e 2026, admitidos ensaios seminais anteriores ainda vigentes nas diretrizes. Utilizaram-se descritores controlados (DeCS/MeSH) combinados por operadores booleanos. O nível de evidência foi avaliado segundo Melnyk e Fineout-Overholt. Resultados:foram incluídos 22 estudos. A evidência converge para o efeito da atuação coordenada da equipe como enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, radiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos, sobre indicadores de processo e desfecho. O tempo até o controle da hemorragia mostrou-se determinante crítico da mortalidade; o ácido tranexâmico administrado em até três horas reduziu a mortalidade por sangramento; a ressuscitação com hemocomponentes em proporção equilibrada acelerou a hemostasia; e o treinamento por simulação e a comunicação estruturada melhoraram o desempenho da equipe e reduziram os tempos assistenciais. Considerações finais: mais do que o cumprimento rígido de um limiar de 60 minutos, a evidência contemporânea sustenta que a organização multiprofissional do cuidado, ancorada no controle precoce da hemorragia, em protocolos e em treinamento de equipe, constitui o determinante modificável da sobrevida no trauma grave, com implicações diretas para a prática, a gestão e as políticas públicas de atenção às urgências.
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