PRIMEIRA HORA DE OURO NO TRAUMA GRAVE: ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL E EVIDÊNCIAS PARA A REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE

Autores

  • Adriano Nogueira da Cruz Cruz Scientia Nexus Acessoria , Universidade Estadual do Maranhão image/svg+xml
  • Joseildes Alves dos Santos UNIFTC
  • Hayanne Larissa Ferreira Santana Zarns
  • Tatiana Rosa Macedo Faculdade CGESP
  • Nayane Regina Silva Araújo Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml
  • Tânia Fagundes Coimbra Faculdade Faci Wyden image/svg+xml
  • Marina Barros Bridi Multivix
  • Neidja Cristine Silvestre Leitão Anhembi Morumbi University image/svg+xml
  • Manoel Messias Santos de Deus Latin American School of Medicine image/svg+xml
  • Lucas Antônio de Moraes Silva Faculdade Anhanguera image/svg+xml
  • Beatriz Botacin Regino Catelan Centro Universitário Cesumar image/svg+xml
  • Giullia Camila Bortoto Centro Universitário Cesumar image/svg+xml
  • Ivo dos Santos Lacerda Junior Hospital Albert Einstein
  • Renata Sabino Tupinambá Zarns

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30564

Palavras-chave:

Ferimentos e Lesões, Equipe de Assistência ao Paciente, Serviços Médicos de Emergência, Ressuscitação, Hemorragia, Enfermagem em Emergência

Resumo

Objetivo: sintetizar as melhores evidências científicas sobre a atuação da equipe multiprofissional durante a primeira hora de ouro no atendimento ao trauma grave, destacando estratégias assistenciais que reduzem a morbimortalidade e melhoram os desfechos clínicos. Método: revisão integrativa conduzida segundo o referencial de Whittemore e Knafl e reportada conforme o PRISMA 2020, com buscas em PubMed/MEDLINE, Embase, Scopus, Web of Science, LILACS, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, contemplando publicações entre 2020 e 2026, admitidos ensaios seminais anteriores ainda vigentes nas diretrizes. Utilizaram-se descritores controlados (DeCS/MeSH) combinados por operadores booleanos. O nível de evidência foi avaliado segundo Melnyk e Fineout-Overholt. Resultados:foram incluídos 22 estudos. A evidência converge para o efeito da atuação coordenada da equipe como enfermeiros, médicos, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, radiologistas, fisioterapeutas, nutricionistas e psicólogos, sobre indicadores de processo e desfecho. O tempo até o controle da hemorragia mostrou-se determinante crítico da mortalidade; o ácido tranexâmico administrado em até três horas reduziu a mortalidade por sangramento; a ressuscitação com hemocomponentes em proporção equilibrada acelerou a hemostasia; e o treinamento por simulação e a comunicação estruturada melhoraram o desempenho da equipe e reduziram os tempos assistenciais. Considerações finais: mais do que o cumprimento rígido de um limiar de 60 minutos, a evidência contemporânea sustenta que a organização multiprofissional do cuidado, ancorada no controle precoce da hemorragia, em protocolos e em treinamento de equipe, constitui o determinante modificável da sobrevida no trauma grave, com implicações diretas para a prática, a gestão e as políticas públicas de atenção às urgências.

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Biografia do Autor

  • Adriano Nogueira da Cruz Cruz, Scientia Nexus Acessoria, Universidade Estadual do Maranhão

    Graduado em Enfermagem, UEMA-CESC. 

  • Joseildes Alves dos Santos, UNIFTC

    Pós-Graduação em Enfermagem Obstétrica, UNIFTC.

  • Hayanne Larissa Ferreira Santana, Zarns

    Graduanda em Medicina, Zarns.

  • Tatiana Rosa Macedo, Faculdade CGESP

    Pós-Graduação em Enfermagem em Emergência e Urgência, Faculdade CGESP.

  • Nayane Regina Silva Araújo, Universidade Federal de Uberlândia

    Mestrado em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Universidade Federal de Uberlândia.

  • Tânia Fagundes Coimbra, Faculdade Faci Wyden

    Pós-graduação em obstetrícia e urgência e emergência, UniFacid Wyden.

  • Marina Barros Bridi, Multivix

    Graduada em Medicina, Multivix.

  • Neidja Cristine Silvestre Leitão, Anhembi Morumbi University

    Graduanda Medicina, Anhembi Morumbi.

  • Manoel Messias Santos de Deus, Latin American School of Medicine

    Graduado em Medicina, ELAM.

  • Lucas Antônio de Moraes Silva, Faculdade Anhanguera

    Pós-graduação em Urgência e Emergência, Faculdade Anhanguera.

  • Beatriz Botacin Regino Catelan, Centro Universitário Cesumar

    Graduanda em Medicina, UNICESUMAR.

  • Giullia Camila Bortoto, Centro Universitário Cesumar

    Graduanda em Medicina, UNICESUMAR.

  • Ivo dos Santos Lacerda Junior, Hospital Albert Einstein

    Pós-graduação em medicina de urgência e emergência, Hospital Albert Einstein.

  • Renata Sabino Tupinambá, Zarns

    Graduanda em Medicina, Zarns.

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Publicado

2026-09-29

Como Citar

Cruz, A. N. da C., Santos, J. A. dos, Santana, H. L. F., Macedo, T. R., Araújo, N. R. S., Coimbra, T. F., Bridi, M. B., Leitão, N. C. S., Deus, M. M. S. de, Silva, L. A. de M., Catelan, B. B. R., Bortoto, G. C., Lacerda Junior, I. dos S., & Tupinambá, R. S. (2026). PRIMEIRA HORA DE OURO NO TRAUMA GRAVE: ATUAÇÃO MULTIPROFISSIONAL E EVIDÊNCIAS PARA A REDUÇÃO DA MORBIMORTALIDADE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-23. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30564

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