INIQUIDADES RACIAIS E SOCIOECONÔMICAS NO ACESSO À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM UM MUNICÍPIO MINEIRO DE GRANDE PORTE, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30503Palavras-chave:
Desigualdades em Saúde, Atenção Primária à Saúde, Determinantes Sociais da Saúde, Equidade em SaúdeResumo
As desigualdades raciais e socioeconômicas constituem importantes determinantes do acesso aos serviços de saúde no Brasil. Este estudo analisou a associação entre raça/cor e determinantes sociais da saúde, incluindo escolaridade, renda e posse de plano de saúde, em usuários da atenção primária no município mineiro de grande porte, bem como suas implicações no acesso aos serviços de saúde. Trata-se de um estudo de abordagem mista, realizado com 311 participantes vinculados a unidades de atenção primária à saúde, por meio de entrevistas conduzidas com a aplicação de um questionário semiestruturado. Os resultados evidenciaram desigualdades estatisticamente significativas entre os grupos raciais, com indivíduos pardos e negros concentrando-se em menores níveis de escolaridade e renda, além de apresentarem menor acesso à cobertura por plano de saúde. Observou-se associação consistente entre essas variáveis, configurando um padrão interdependente de vulnerabilidade social. Essas desigualdades refletem processos estruturais mais amplos, associados à persistência do racismo e à distribuição desigual de oportunidades sociais. Nesse contexto, dificuldades no acesso e utilização dos serviços de saúde, incluindo a adesão às ações de saúde, devem ser compreendidas como desdobramentos dessas iniquidades, e não apenas como resultado de decisões individuais.
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