INIQUIDADES RACIAIS E SOCIOECONÔMICAS NO ACESSO À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM UM MUNICÍPIO MINEIRO DE GRANDE PORTE,  BRASIL

Autores

  • Priscila Castro Cordeiro Fernandes Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml
  • Felipe Flavio Silva Universidade Federal de Uberlândia image/svg+xml
  • Priscila Rocha Santos Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales image/svg+xml
  • Raimundo de Oliveira Lucena Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales image/svg+xml
  • Hudson Fábbio Ferraz Feitoza Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales image/svg+xml
  • Mario Angelo Cenedesi Junior University of Coimbra image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30503

Palavras-chave:

Desigualdades em Saúde, Atenção Primária à Saúde, Determinantes Sociais da Saúde, Equidade em Saúde

Resumo

As desigualdades raciais e socioeconômicas constituem importantes determinantes do acesso aos serviços de saúde no Brasil. Este estudo analisou a associação entre raça/cor e determinantes sociais da saúde, incluindo escolaridade, renda e posse de plano de saúde, em usuários da atenção primária no município mineiro de grande porte, bem como suas implicações no acesso aos serviços de saúde. Trata-se de um estudo de abordagem mista, realizado com 311 participantes vinculados a unidades de atenção primária à saúde, por meio de entrevistas conduzidas com a aplicação de um questionário semiestruturado. Os resultados evidenciaram desigualdades estatisticamente significativas entre os grupos raciais, com indivíduos pardos e negros concentrando-se em menores níveis de escolaridade e renda, além de apresentarem menor acesso à cobertura por plano de saúde. Observou-se associação consistente entre essas variáveis, configurando um padrão interdependente de vulnerabilidade social. Essas desigualdades refletem processos estruturais mais amplos, associados à persistência do racismo e à distribuição desigual de oportunidades sociais. Nesse contexto, dificuldades no acesso e utilização dos serviços de saúde, incluindo a adesão às ações de saúde, devem ser compreendidas como desdobramentos dessas iniquidades, e não apenas como resultado de decisões individuais.

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Biografia do Autor

  • Priscila Castro Cordeiro Fernandes, Universidade Federal de Uberlândia

    Doutora em Saúde Pública, Universidade Federal de Uberlândia.

  • Felipe Flavio Silva, Universidade Federal de Uberlândia

    Mestre em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Uberlândia.

  • Priscila Rocha Santos, Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales

    Doutorando em Saúde Pública, Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales.

  • Raimundo de Oliveira Lucena, Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales

    Doutorando em Saúde Pública, Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales.

  • Hudson Fábbio Ferraz Feitoza, Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales

    Doutorando em Saúde Pública, Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales.

  • Mario Angelo Cenedesi Junior, University of Coimbra

    Doutor em Saúde Pública, Universidade de Coimbra.

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Publicado

2026-09-28

Como Citar

Fernandes, P. C. C., Silva, F. F., Santos, P. R., Lucena, R. de O., Feitoza, H. F. F., & Cenedesi Junior, M. A. (2026). INIQUIDADES RACIAIS E SOCIOECONÔMICAS NO ACESSO À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM UM MUNICÍPIO MINEIRO DE GRANDE PORTE,  BRASIL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(9), 1-14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30503

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