USO PRECOCE DE NORADRENALINA NA SEPSE: IMPACTO HEMODINÂMICO E REDUÇÃO DA MORTALIDADE

Autores

  • Laura Leme de Araujo Rodrigues da Silva IIEP
  • Pedro Henrique Soares Pinheiro Rocha FUNORTE
  • Danilo Barboza Tosi FMABC
  • Larissa Bruner Oliveira Corrêa UNINOVE
  • Larissa Bruner Oliveira Corrêa UNINOVE
  • Lauro Soares de Macedo Neto Faculdade de Ciências Médicas do Pará
  • Kellen Roberta de Oliveira Maia UNINOVE
  • Márcio José de Carvalho Lima UFPE
  • Giulia Regina Frangiotti Universidade Municipal de São Caetano do Sul image/svg+xml
  • Mariana Araujo dos Anjos UNINOVE
  • Henryque Vasconcelos Von Paumgartten UFPA
  • Pollyana Araújo Peixoto Praes UNIFIPMoc
  • Felipe Romão Hatisuka UNOESTE
  • Thais de Mello Heras Galvez UNINOVE
  • Thais de Mello Heras Galvez UNINOVE
  • Ancelmo Portela de Araújo Segundo MFC

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27815

Palavras-chave:

Sepse. Choque séptico. Noradrenalina. Vasopressores. Hemodinâmica. Mortalidade.

Resumo

A sepse e o choque séptico constituem importantes causas de morbimortalidade em pacientes críticos, sendo a instabilidade hemodinâmica um dos principais fatores associados à evolução desfavorável. Nesse contexto, a noradrenalina é recomendada como vasopressor de primeira escolha para manutenção da perfusão tecidual e da pressão arterial média. Entretanto, o momento ideal para o início da terapia vasopressora permanece objeto de debate na literatura científica. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca dos impactos do uso precoce da noradrenalina sobre os parâmetros hemodinâmicos e a mortalidade em pacientes com sepse e choque séptico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Embase, Scopus e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), contemplando publicações entre janeiro de 2019 e maio de 2026. Foram incluídos estudos primários que avaliaram a administração precoce da noradrenalina em pacientes adultos com sepse ou choque séptico. A amostra final foi composta por cinco estudos, incluindo dois ensaios clínicos randomizados e três estudos observacionais. Os resultados demonstraram que a administração precoce da noradrenalina esteve associada à obtenção mais rápida da pressão arterial média-alvo, menor necessidade de reposição volêmica, melhora dos indicadores de perfusão tecidual e redução da mortalidade em 28 dias. Entretanto, permaneceram divergências quanto ao impacto dessa estratégia sobre desfechos de longo prazo, especialmente em relação à mortalidade em 90 dias. Conclui-se que o uso precoce da noradrenalina representa uma estratégia promissora para otimização da ressuscitação hemodinâmica em pacientes com choque séptico, podendo contribuir para melhores desfechos clínicos, embora novos estudos sejam necessários para definir com maior precisão o momento ideal para o início da terapia vasopressora.

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Biografia do Autor

  • Laura Leme de Araujo Rodrigues da Silva, IIEP

    Pós-graduanda em Unidade Intensiva do Adulto, Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP).

  • Pedro Henrique Soares Pinheiro Rocha, FUNORTE

    Médico; Pós-graduação em Terapia Intensiva (2025),FUNORTE – Montes Claros (2018) / Albert Einstein (Pós-graduação).

  • Danilo Barboza Tosi, FMABC

    Médico, FMABC.

  • Larissa Bruner Oliveira Corrêa, UNINOVE

    Graduanda em Medicina, Universidade Nove de Julho (UNINOVE) – Guarulhos/SP.

  • Larissa Bruner Oliveira Corrêa, UNINOVE

    Graduanda em Medicina, Universidade Nove de Julho (UNINOVE) – Guarulhos/SP.

  • Lauro Soares de Macedo Neto, Faculdade de Ciências Médicas do Pará

    Medicina, Faculdade de Ciências Médicas do Pará.

  • Kellen Roberta de Oliveira Maia, UNINOVE

    Graduanda em Medicina,Universidade Nove de Julho (UNINOVE) – Guarulhos/SP.

  • Márcio José de Carvalho Lima, UFPE

    Medicina / Engenharia Elétrica, UniNassau / UFPE.

  • Giulia Regina Frangiotti, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

    Médica. Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

  • Mariana Araujo dos Anjos, UNINOVE

    Graduanda em Medicina, Universidade Nove de Julho (UNINOVE) – Campus Guarulhos.

  • Henryque Vasconcelos Von Paumgartten, UFPA

    Médico. UFPA.

  • Pollyana Araújo Peixoto Praes, UNIFIPMoc

    Medicina. UNIFIPMoc Afya.

  • Felipe Romão Hatisuka, UNOESTE

    Médico. Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) – Presidente Prudente/SP.

  • Thais de Mello Heras Galvez, UNINOVE

    Graduanda em Medicina, Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

  • Thais de Mello Heras Galvez, UNINOVE

    Graduanda em Medicina, Universidade Nove de Julho (UNINOVE).

  • Ancelmo Portela de Araújo Segundo, MFC

    Médico; Residente de Medicina de Família e Comunidade (MFC). AMS Apucarana/PR.

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Publicado

2026-06-18

Como Citar

Silva, L. L. de A. R. da, Rocha, P. H. S. P., Tosi, D. B., Corrêa, L. B. O., Corrêa, L. B. O., Macedo Neto, L. S. de, Maia, K. R. de O., Lima, M. J. de C., Frangiotti, G. R., Anjos, M. A. dos, Paumgartten, H. V. V., Praes, P. A. P., Hatisuka, F. R., Galvez, T. de M. H., Galvez, T. de M. H., & Segundo, A. P. de A. (2026). USO PRECOCE DE NORADRENALINA NA SEPSE: IMPACTO HEMODINÂMICO E REDUÇÃO DA MORTALIDADE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(6), 1-11. https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27815

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