EVIDÊNCIAS SOBRE O PAPEL NEUROPROTETOR DA CAFEÍNA NA DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Rebeca Araujo Pimentel UNIRIO
  • Carlos Magno de Marce Rodrigues Barros UNIRIO

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.26321

Palavras-chave:

Doença de Parkinson. Cafeína. Neuroproteção.

Resumo

A crescente prevalência da Doença de Parkinson (DP) tem impulsionado a investigação de fatores de risco modificáveis e estratégias com potencial neuroprotetor, destacando-se a cafeína. Esse composto atua como antagonista dos receptores de adenosina A₂A, presentes em regiões cerebrais relacionadas ao controle motor, como os gânglios da base. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre a relação entre o consumo de cafeína e a DP, explorando seus possíveis efeitos neuroprotetores e implicações clínicas. Trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa e descritiva, realizada entre dezembro de 2025 e março de 2026, com base em estudos epidemiológicos, clínicos e experimentais. Os achados indicam associação inversa consistente entre o consumo de cafeína e o risco de desenvolvimento da DP, frequentemente com padrão dose-dependente, especialmente em estudos observacionais. Evidências experimentais apontam propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e moduladoras da função mitocondrial, além de efeitos sobre mecanismos relacionados ao acúmulo de α-sinucleína. Entretanto, ensaios clínicos randomizados apresentam resultados heterogêneos, sem comprovação robusta de benefícios na progressão da doença ou nos desfechos motores a longo prazo. Assim, embora associada à redução do risco, a cafeína ainda não tem papel modificador da progressão estabelecido, reforçando a necessidade de novos estudos clínicos de longo prazo.

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Biografia do Autor

  • Rebeca Araujo Pimentel, UNIRIO

    Graduada em Bacharelado em Nutrição pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

  • Carlos Magno de Marce Rodrigues Barros, UNIRIO

    Doutor e Professor Titular do Curso de Medicina do Instituto de Educação Médica (IDOMED) – Vista Carioca; Professor Associado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

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Publicado

2026-08-28

Como Citar

Pimentel, R. A., & Barros, C. M. de M. R. (2026). EVIDÊNCIAS SOBRE O PAPEL NEUROPROTETOR DA CAFEÍNA NA DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-16. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.26321

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