EVIDÊNCIAS SOBRE O PAPEL NEUROPROTETOR DA CAFEÍNA NA DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.26321Palavras-chave:
Doença de Parkinson. Cafeína. Neuroproteção.Resumo
A crescente prevalência da Doença de Parkinson (DP) tem impulsionado a investigação de fatores de risco modificáveis e estratégias com potencial neuroprotetor, destacando-se a cafeína. Esse composto atua como antagonista dos receptores de adenosina A₂A, presentes em regiões cerebrais relacionadas ao controle motor, como os gânglios da base. Este estudo teve como objetivo analisar criticamente as evidências sobre a relação entre o consumo de cafeína e a DP, explorando seus possíveis efeitos neuroprotetores e implicações clínicas. Trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa e descritiva, realizada entre dezembro de 2025 e março de 2026, com base em estudos epidemiológicos, clínicos e experimentais. Os achados indicam associação inversa consistente entre o consumo de cafeína e o risco de desenvolvimento da DP, frequentemente com padrão dose-dependente, especialmente em estudos observacionais. Evidências experimentais apontam propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e moduladoras da função mitocondrial, além de efeitos sobre mecanismos relacionados ao acúmulo de α-sinucleína. Entretanto, ensaios clínicos randomizados apresentam resultados heterogêneos, sem comprovação robusta de benefícios na progressão da doença ou nos desfechos motores a longo prazo. Assim, embora associada à redução do risco, a cafeína ainda não tem papel modificador da progressão estabelecido, reforçando a necessidade de novos estudos clínicos de longo prazo.
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