O PAPEL PARADOXAL DA VITAMINA D NA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA ANÁLISE CRÍTICA DAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

Autores

  • Luccas Thadeu Lima Fernandes Berno Universidade Veiga de Almeida image/svg+xml
  • Júlia de Sá Barros Idomed
  • Carlos Magno de Marce Rodrigues Barros Idomed

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24518

Palavras-chave:

Doença de Alzheimer. Vitamina D. Neuroproteção. Demência. Suplementação.

Resumo

A crescente prevalência da Doença de Alzheimer (DA) impulsionou a busca por fatores de risco modificáveis, com o status da vitamina D emergindo como um foco de intenso interesse científico. Este micronutriente possui receptores (VDR) amplamente distribuídos em áreas cerebrais cruciais para a cognição e memória, como o hipocampo e o córtex. O objetivo deste trabalho é analisar criticamente as evidências científicas disponíveis sobre a relação entre vitamina D e a Doença de Alzheimer, explorando seus potenciais efeitos neuroprotetores e os achados paradoxais associados à suplementação. Este estudo é uma revisão narrativa crítica da literatura, realizado entre o período de novembro de 2025 e janeiro de 2026, baseado em evidências científicas que demonstram que o nutriente possui uma relação controvertida, tanto em reduzir quanto potencializar o agravamento da Doença de Alzheimer. Alguns achados demonstraram que a Vitamina D apresenta fortes propriedades anti-inflamatória e antioxidante sustentadas por mecanismos biológicos plausíveis, atuando como um hormônio neuroesteroide que regula a expressão de genes associados à patologia amiloide. Contudo, outras pesquisas sugerem um potencial agravamento da patologia cerebral e um aumento na mortalidade em pacientes já diagnosticados. Sendo assim, as discrepâncias nos resultados esclarecem que a relação entre a vitamina D e a DA é complexa, multifacetada e não totalmente elucidada, podendo ser atribuídas a diferenças metodológicas, populações de estudo e formulações de vitamina D utilizadas. Enquanto a manutenção de níveis séricos deste nutriente é crucial para a prevenção, a suplementação em larga escala por um longo período requer supervisão rigorosa, especialmente em pacientes já diagnosticados com a doença.

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Biografia do Autor

  • Luccas Thadeu Lima Fernandes Berno, Universidade Veiga de Almeida

    Graduando do curso de Bacharelado em Nutrição da Universidade Veiga de Almeida.  

  • Júlia de Sá Barros, Idomed

    Graduanda da Faculdade de Medicina Idomed.

  • Carlos Magno de Marce Rodrigues Barros, Idomed

    ³Professor Titular da Faculdade de Medicina Idomed; Professor Associado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

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Publicado

2026-03-04

Como Citar

Berno, L. T. L. F., Barros, J. de S., & Barros, C. M. de M. R. (2026). O PAPEL PARADOXAL DA VITAMINA D NA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA ANÁLISE CRÍTICA DAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(3), 1-13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i3.24518

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