IMPACTO DA RESISTÊNCIA À AMOXICILINA/CLAVULANATO E À CLINDAMICINA NOS DESFECHOS HOSPITALARES DE INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS DE ESPAÇOS FACIAIS PROFUNDOS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31750Palabras clave:
Infecções odontogênicas, Resistência antimicrobiana, Clindamicina, Amoxicilina-clavulanato, Infecções maxilofaciais, HospitalizaçãoResumen
Introdução: Infecções odontogênicas podem disseminar-se para espaços fasciais profundos e exigir tratamento hospitalar. A resistência antimicrobiana pode dificultar a escolha inicial da antibioticoterapia, sobretudo quando o tratamento é iniciado de forma empírica. Objetivo: Analisar a relação entre a resistência à amoxicilina/clavulanato e à clindamicina e os desfechos clínicos e hospitalares de pacientes com infecções odontogênicas de espaços faciais profundos. Materiais e Métodos: Realizou-se revisão integrativa, descritiva e qualitativa, com buscas nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e Embase. Foram considerados estudos publicados de 2021 a 2026, em português ou inglês, que abordassem resistência antimicrobiana, susceptibilidade aos fármacos de interesse e repercussões clínicas ou hospitalares. O conjunto de arquivos analisado continha 42 documentos, correspondentes a 40 documentos distintos após a identificação de duplicidades. Resultados: A resistência à clindamicina foi mais elevada que a observada para amoxicilina/clavulanato na maioria dos estudos hospitalares. Foram identificadas taxas de resistência à clindamicina de 25,8% a 38,9% em grandes séries e de 34% a 47% em estudo de infecções profundas de cabeça e pescoço, enquanto a resistência à amoxicilina/clavulanato variou de 4,9% a 6,9% nas principais coortes. Entretanto, a associação entre resistência e prolongamento da internação não foi consistente. Conclusão: A resistência à clindamicina constitui achado recorrente e clinicamente relevante, enquanto a amoxicilina/clavulanato apresentou menor frequência de resistência nos estudos analisados. A abordagem deve priorizar controle da fonte, avaliação microbiológica quando indicada e adequação da terapia aos perfis locais de susceptibilidade.
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