A ARQUITETURA ESTRATÉGICA DA RESILIÊNCIA ESTATAL: PREVENÇÃO DE GOLPES DE ESTADO E EXTREMISMO VIOLENTO NO SÉCULO XXI
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31481Palabras clave:
Resiliência estatal, Golpes de Estado, Extremismo violento, Segurança ampliada, SahelResumen
O presente artigo analisa os determinantes estruturais e institucionais que condicionam a resiliência do Estado perante ameaças de ruptura constitucional e a expansão do extremismo violento no século XXI. Parte-se do pressuposto de que a prevenção dessas ameaças não pode depender exclusivamente da capacidade coerciva das Forças Armadas, uma vez que a fragilidade institucional, os déficits de legitimidade, a limitada presença territorial do Estado e as dinâmicas transnacionais de segurança contribuem para a formação de ambientes favoráveis à instabilidade política e à violência extremista. Teoricamente, o estudo articula a Teoria dos Complexos Regionais de Segurança, a abordagem da segurança ampliada da Escola de Copenhague, o institucionalismo político e a perspectiva crítica pós-colonial. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, de natureza descritivo-analítica, baseada em pesquisa bibliográfica e documental, complementada por uma análise comparativa dos casos do Mali, Burkina Faso e Níger. A análise sugere que a resiliência estatal resulta da articulação entre cinco dimensões: profissionalização militar e controle civil democrático; fortalecimento institucional e presença territorial; inteligência estratégica e alerta precoce; governança democrática participativa e inclusão social; e cooperação regional e segurança coletiva. Conclui-se que a prevenção sustentável de golpes de Estado e do extremismo violento exige uma arquitetura de segurança integrada, capaz de combinar capacidade de defesa, legitimidade política, eficácia institucional, participação social e cooperação regional.
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