UM ESTUDO SOBRE A PREVENÇÃO DO DIABETES MELLITUS TIPO 2 NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.29905Palabras clave:
Diabetes Mellitus Tipo 2, Diagnóstico Precoce, Educação em SaúdeResumen
As doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus tipo 2 (DM2), representam um dos principais desafios de saúde pública da atualidade e caracterizam-se, com frequência, por longos períodos assintomáticos, o que retarda o diagnóstico. Nesse contexto, a realização de exames de rotina é estratégia central para o diagnóstico precoce e o controle dessas doenças. Este estudo teve como objetivo analisar o conhecimento de usuários de uma Unidade Básica de Saúde quanto à realização de exames de rotina para o diagnóstico precoce de doenças crônicas, com ênfase no DM2, no contexto de uma ação educativa. Trata-se de estudo descritivo, de abordagem quantitativa, do tipo relato de experiência associado a pesquisa de campo, desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde no município de Cachoeiro de Itapemirim – ES. Foi aplicado questionário estruturado e anônimo para 16 usuários. Os resultados evidenciaram que metade dos participantes não havia realizado exames no último ano e que parcela expressiva os realiza apenas diante de sintomas; entre os principais motivos para a não realização, destacaram-se a falta de tempo e a percepção de que os exames não seriam necessários. Ainda assim, a maioria reconheceu a importância dos exames, que possibilitaram a identificação de diferentes condições crônicas, com destaque para o diabetes e o pré-diabetes, presentes em cerca de um terço dos participantes. Conclui-se que a educação em saúde e o fortalecimento do rastreamento na atenção primária são fundamentais para ampliar o diagnóstico precoce e reduzir as complicações das doenças crônicas, em especial do DM2.
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