COLANGITE AGUDA GRAVE: MOMENTO DA DRENAGEM BILIAR E MORTALIDADE HOSPITALAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29808Palabras clave:
Colangite. Drenagem. Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica. Mortalidade Hospitalar. Choque Séptico.Resumen
A colangite aguda grave exige antibioticoterapia, suporte de órgãos e descompressão da via biliar, mas a janela ideal para o procedimento permanece controversa. Este artigo analisou criticamente a associação entre o intervalo até a drenagem e a mortalidade hospitalar, com atenção aos limites de 48, 24 e 12 horas e aos fenótipos com choque ou disfunção orgânica progressiva. Foi realizada revisão narrativa crítica, com buscas até agosto de 2026 no PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, SciELO e LILACS/BVS, além de diretrizes e documentos oficiais. Metanálises e grandes bases administrativas favorecem drenagem antes de 24 a 48 horas, porém a maior coorte clínica multicêntrica não demonstrou redução de mortalidade no grau III agregado. A evidência para menos de 12 horas é inconsistente e parece mais plausível no choque séptico, na necessidade crescente de vasopressor, na hiperlactatemia persistente e na disfunção neurológica, sem sustentar uma regra universal para todo grau III. Conclui-se que 48 horas deve funcionar como limite máximo evitável, 24 horas como alvo operacional para a maioria dos pacientes graves e 12 horas ou menos como prioridade condicional guiada pela fisiologia, sempre integrando a drenagem à ressuscitação e reduzindo a extensão do procedimento quando a instabilidade torna o tratamento definitivo inseguro.
Descargas
Descargas
Publicado
Número
Sección
Categorías
Licencia
Atribuição CC BY