INFLUÊNCIA DO ESTADO ALIMENTAR NAS RESPOSTAS SEDATIVAS, CARDIOVASCULARES E GLICÊMICAS DA GABAPENTINA E PREGABALINA EM FELINOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32218Palavras-chave:
Gabapentinoides, Gatos, SedaçãoResumo
Este estudo avaliou a influência do estado alimentar (jejum vs pós-prandial) sobre as respostas sedativas, cardiovasculares e glicêmicas associadas à administração oral de gabapentina e de pregabalina em felinos. Em um delineamento cruzado, prospectivo, encoberto e randomizado, dezessete gatos saudáveis foram distribuídos em dois grupos, gabapentina (100 mg/gato; n = 9) ou pregabalina (25 mg/gato; n = 8). Dentro de cada grupo, os animais realizaram dois protocolos (em jejum ou imediatamente após a ingestão de alimento). Frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), pressão arterial sistólica (PAS), glicemia e escores de sedação (FMSS) foram avaliados no momento basal (T0) até 180 minutos (T4). A sedação aumentou significativamente a partir de T3 no grupo gabapentina (p≤0,003) e a partir de T2/T3 no grupo pregabalina (p≤0,01), sem diferenças entre as condições alimentares em nenhum momento. Na pregabalina, a FC foi significativamente menor nos animais alimentados em T2 (141,8 ± 18,19 vs. 154,8 ± 18,55 bpm, p = 0,04). A PAS e a glicemia mantiveram-se estáveis no grupo gabapentina, enquanto a pregabalina promoveu redução da PAS apenas em jejum. Conclui-se que a administração pós-prandial desses fármacos não compromete a sedação nem induz instabilidade hemodinâmica, constituindo uma alternativa viável para facilitar o manejo em felinos.
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