ACHADO LABORATORIAL DESCRITO COMO “URBANORUM SPP.” EM ADOLESCENTE NA AMAZÔNIA: RELATO DE CASO E DESAFIOS DE INTERPRETAÇÃO DIAGNÓSTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31698Palavras-chave:
Diagnóstico laboratorial, Relatos de casos, Saúde públicaResumo
As parasitoses intestinais constituem um problema de saúde pública, especialmente em comunidades com condições sanitárias inadequadas. Entretanto, estruturas observadas em exames de fezes exigem interpretação criteriosa, particularmente quando sua natureza parasitária é questionada. Este artigo teve como objetivo descrever o quadro clínico, a conduta adotada e a evolução de um adolescente com achado laboratorial registrado como “Urbanorum spp.”, discutindo suas limitações diagnósticas. Trata-se de relato de caso de um adolescente de 15 anos, residente em Tefé, Amazonas, atendido em uma Unidade Básica de Saúde por cólicas abdominais e tenesmo havia dois dias. O paciente residia em palafita situada em área sujeita a alagamentos, negava diarreia e apresentava dor moderada à palpação abdominal profunda. O exame parasitológico de fezes foi informado como positivo para “Urbanorum spp.”. Foi prescrito tinidazol, com melhora clínica e resultado parasitológico negativo no acompanhamento. A evolução favorável, contudo, não demonstra relação causal entre o achado e os sintomas nem comprova eficácia terapêutica específica. Conclui-se que o caso evidencia a importância da avaliação clínica integrada, da interpretação crítica dos laudos e da atualização científica, evitando classificar estruturas de natureza controversa como agentes infecciosos confirmados.
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