AVALIAÇÃO DE MIOMAS UTERINOS: ULTRASSONOGRAFIA VERSUS RESSONÂNCIA MAGNÉTICA NA INDICAÇÃO TERAPÊUTICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31623Palavras-chave:
Mioma uterino, Ultrassonografia, Ressonância magnética, Diagnóstico por imagem, TerapêuticaResumo
Os miomas uterinos são neoplasias benignas frequentes entre mulheres em idade reprodutiva e podem apresentar manifestações clínicas como sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos e alterações relacionadas à fertilidade. A caracterização adequada dessas lesões é relevante para a definição da conduta terapêutica, especialmente quanto ao número, tamanho, localização e relação com as estruturas uterinas. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo comparar a ultrassonografia e a ressonância magnética na avaliação dos miomas uterinos, considerando suas vantagens, limitações e aplicabilidade na indicação terapêutica. Trata-se de uma revisão bibliográfica, de caráter descritivo, baseada em estudos científicos relacionados ao diagnóstico por imagem dos leiomiomas uterinos. Os resultados demonstraram que a ultrassonografia apresenta maior aplicabilidade como método inicial, devido à ampla disponibilidade, menor custo, rapidez de execução e ausência de radiação ionizante. A ressonância magnética, por sua vez, apresenta maior resolução de contraste e capacidade de mapeamento anatômico, sendo particularmente útil em casos de múltiplos ou grandes leiomiomas, anatomia complexa e quando a avaliação ultrassonográfica é insuficiente. Conclui-se que os métodos apresentam características complementares, sendo a ultrassonografia indicada preferencialmente na avaliação inicial e a ressonância magnética utilizada de forma direcionada para complementar a investigação e auxiliar no planejamento terapêutico.
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