L-PRF: EVIDÊNCIAS SOBRE CICATRIZAÇÃO TECIDUAL E OSSEOINTEGRAÇÃO DOS IMPLANTES DENTÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31508Palavras-chave:
Fibrina rica em plaquetas, Regeneração óssea, ImplantodontiaResumo
A Odontologia contemporânea busca constantemente estratégias e biomateriais capazes de otimizar a regeneração óssea e o reparo tecidual, com destaque para os biomateriais autógenos devido à sua elevada biocompatibilidade. Nesse cenário, a Fibrina Rica em Plaquetas e Leucócitos (L-PRF) desponta como um concentrado plaquetário de segunda geração, obtido a partir do sangue total separado por centrifugação simplificada e isenta de aditivos químicos ou anticoagulantes. A malha tridimensional de fibrina resultante viabiliza a liberação sustentada de fatores de crescimento e citocinas, substâncias primordiais para a neoangiogênese, modulação inflamatória e transição de uma cicatrização passiva para uma regeneração guiada, atenuando limitações vasculares, estruturais, imunológicas e celulares. Contudo, a ausência de padronização nos parâmetros de centrifugação e a reduzida robustez metodológica de parte dos estudos clínicos vigentes ainda geram incertezas quanto à previsibilidade dos desfechos. Diante disso, este trabalho tem como objetivo analisar o uso da L-PRF na implantodontia, identificando suas principais indicações clínicas, avaliando sua eficácia no processo de regeneração tecidual e discutindo as limitações de aplicabilidade na prática cirúrgica. Conclui-se que a compreensão aprofundada das propriedades da L-PRF é essencial para embasar a tomada de decisão clínica e promover abordagens reconstrutivas menos invasivas.
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