SOFRIMENTO PSÍQUICO NA VELHICE: INVISIBILIDADE DOS SINTOMAS DEPRESSIVOS E ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31252Palavras-chave:
identificação psicológica, idoso fragilizado, saúde mentalResumo
Esse artigo buscou mapear as manifestações do sofrimento psíquico na população idosa e os desafios relacionados à identificação de sintomas depressivos na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo epidemiológico, de abordagem quantitativa, com delineamento transversal e ecológico, desenvolvido a partir de dados secundários de domínio público, documentos normativos e estudos científicos publicados entre 2021 e 2026, complementados por buscas nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Os resultados evidenciaram que fatores como isolamento social, viuvez, aposentadoria, perda da autonomia, doenças crônicas e fragilidade física estão associados ao sofrimento psíquico na velhice. Identificou-se também que os sintomas depressivos podem ser expressos por meio de tristeza, desesperança, solidão, perda de interesse, cansaço, inutilidade, alterações no apetite e queixas físicas, dificultando seu reconhecimento. A naturalização dessas manifestações como próprias do envelhecimento e a dificuldade de abordagem durante as consultas contribuem para o subdiagnóstico. Conclui-se que a qualificação dos profissionais, a escuta ativa, o fortalecimento do vínculo e o uso de instrumentos de rastreamento, como a GDS-15, podem favorecer a identificação precoce e contribuir para um cuidado mais integral à pessoa idosa.
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