ENTRE EMPODERAMENTO E OBJETIFICAÇÃO: VAI MALANDRA NAS SIGNIFICAÇÕES DE JOVENS MULHERES DE CLASSES POPULARES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31035Palabras clave:
Videoclipe, Gênero, Recepção, Jovens, Vai MalandraResumen
Este artigo investiga as significações produzidas por quatro jovens mulheres de classes populares de Porto Alegre para as construções de gênero ofertadas no videoclipe Vai Malandra, de Anitta. O estudo articula pesquisa de recepção, gênero como mediação e análise audiovisual inspirada na metodologia das molduras de Suzana Kilpp. A análise evidencia um videoclipe cercado de contradições: questiona a mulher recatada e introduz corpos fora do padrão hegemônico, mas simultaneamente sexualiza o feminino, concentra a diversidade em trechos específicos e glamouriza a favela. As leituras das jovens não reproduzem mecanicamente essas ofertas: são atravessadas por classe, experiências de violência, repertórios midiáticos e competências audiovisuais. Conclui-se que as interlocutoras reconhecem relações de poder e produzem leituras negociadas, revelando formas de agência que podem passar despercebidas quando a recepção é pensada apenas a partir dos conteúdos midiáticos.
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