GÊNERO E SEXUALIDADE NOS CURRÍCULOS DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS DO MARANHÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30655Palavras-chave:
Educação em Enfermagem. Minorias Sexuais e de Gênero. Equidade em Saúde. Avaliação Educacional.Resumo
: Este artigo analisou a incorporação das temáticas de gênero e sexualidade nos currículos dos cursos públicos de graduação em Enfermagem do estado do Maranhão. Trata-se de pesquisa documental, descritivo-exploratória, com análise quantitativa e qualitativa de 11 cursos vigentes da UFMA e da UEMA (nove Projetos Políticos Pedagógicos de Curso integrais e duas matrizes curriculares homologadas), mediante busca lexical e validação manual apoiadas por rotinas em Python. Constatou-se que a totalidade dos currículos analisados foi estruturada sob as Diretrizes Curriculares Nacionais de 2001. Entre os 50 componentes curriculares relacionados à temática, 56% abordavam esses conteúdos de forma transversal, associados principalmente a aspectos socioculturais, vulnerabilidades e direitos, enquanto 40% apresentavam enfoque biomédico, relacionado à saúde reprodutiva e às doenças transmissíveis. Entre os 20 componentes de enfoque biomédico, 65% concentravam-se no eixo obstétrico-reprodutivo e 35% no eixo infeccioso, sem menções afirmativas à identidade de gênero ou à população LGBTQIAPN+. Somente 4% correspondiam a componentes específicos sobre gênero e sexualidade, todos de caráter optativo, e não foram identificados descritores explícitos da temática nos estágios curriculares supervisionados. Conclui-se que a inserção de gênero e sexualidade nos currículos analisados é limitada, fragmentada e descontínua, evidenciando a necessidade de maior integração desses conteúdos ao longo da formação diante das novas Diretrizes Curriculares Nacionais de 2026, com vistas à integralidade e à equidade do cuidado.
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