EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ENSINO DE HISTÓRIA: ENTRE CURRÍCULO, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30527Palavras-chave:
Ensino de História. Relações Étnico-Raciais. Memória.Resumo
Este estudo tem como objetivo geral analisar como o ensino de História pode promover a Educação das Relações Étnico-Raciais a partir da articulação entre currículo, memória e resistência. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, fundamentada no materialismo histórico-dialético, buscando compreender as relações estabelecidas entre os sujeitos, os contextos e as condições históricas e sociais que os constituem, com base em Marconi e Lakatos (2017) e Siqueira e Pereira (2019). Para tanto, realiza-se uma análise de charges como recursos imagéticos e pedagógicos para o ensino de História, considerando sua articulação entre linguagem visual e escrita e os sentidos produzidos em determinados contextos históricos e sociais. A discussão fundamenta-se em Moreira (2025), Atallah (2019), Rocha et al. (2026), Maia et al. (2026), Pereira Júnior et al. (2026) e Flores (2002), autores que contribuem para a compreensão do currículo, da memória, do ensino de História, das relações étnico-raciais e da utilização de imagens como possibilidades de leitura crítica. As charges analisadas são compreendidas como produções que permitem problematizar diferentes representações sociais, relações de poder, preconceitos e formas de resistência. Como resultado, evidencia-se que o uso das charges pode ultrapassar a função meramente ilustrativa, constituindo-se como recurso para uma aprendizagem histórica mais crítica, significativa e contextualizada, contribuindo para a problematização das desigualdades étnico-raciais e para o reconhecimento das diferentes memórias, identidades e contribuições que constituem a formação da sociedade brasileira.
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